O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou que realizou ataques contínuos contra o Irã, destruindo 17 embarcações, entre elas um submarino, e atingindo quase 2 mil alvos desde o início da operação no último sábado. O almirante Brad Cooper destacou que as ofensivas desativaram em grande escala as defesas aéreas iranianas, incluindo centenas de mísseis balísticos, lançadores e drones.
Segundo Cooper, os navios iranianos não navegam mais no Golfo Pérsico, Estreito de Ormuz ou Golfo de Omã, resultado dos ataques persistentes.
O comandante do Centcom comparou a atual operação com a ofensiva dos EUA no Iraque, em 2003, enfatizando que as primeiras 24 horas das ações atuais foram quase o dobro daquela escala. Ele ressaltou que as operações continuam em ritmo intenso, 24 horas por dia, sete dias por semana.
Os bombardeios começaram em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram o ataque conjunto contra pontos estratégicos iranianos, culminando na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Até o momento, o número de vítimas no Irã ultrapassa 787, incluindo 176 crianças, conforme números do Crescente Vermelho Iraniano, que também informou que 153 cidades foram alvo dos bombardeios.
O conflito tem gerado repercussões regionais, com mortes e feridos em Israel relacionadas ao confronto. Os EUA confirmaram seis baixas em suas forças, incluindo três soldados mortos após um ataque ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, presente no Golfo Pérsico.
O presidente americano Donald Trump declarou que a guerra pode durar mais de um mês, afirmando que os Estados Unidos possuem armamentos suficientes para manter o conflito indefinidamente.

