A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou uma pesquisa nova que mostra uma provável queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil se a jornada semanal de trabalho diminuir de 44 para 40 horas. Isso significa uma perda de quase R$ 77 bilhões para a economia do país.
Segundo a CNI, o setor industrial será o mais prejudicado. O impacto esperado é uma queda de 1,2% no PIB industrial, o que equivale a R$ 25,4 bilhões. Além da redução do número de horas trabalhadas, a alta dos custos do trabalho pode aumentar os preços de diversos produtos, prejudicando a competitividade das indústrias brasileiras.
Outros setores também sofrerão quedas significativas: comércio com 0,9%, serviços com 0,8%, agropecuária 0,4% e construção civil 0,3% no PIB.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, alerta que essa queda pode acelerar a desindustrialização do país e afetar toda a cadeia produtiva. Ele aponta que a redução das horas trabalhadas pode aumentar a dependência do mercado externo, com perdas nas exportações e aumento das importações, enfraquecendo a indústria nacional.
A CNI utilizou um modelo econômico chamado de Equilíbrio Geral Computável para medir os efeitos da redução da jornada sobre os custos e a economia. O resultado indica que haverá aumento nos preços de bens e serviços, afetando consumidores e empresas, o que desestimula a competitividade.
A entidade defende que a discussão sobre a redução da jornada seja feita com base em estudos técnicos e sem influência do calendário eleitoral. Ricardo Alban ressalta que a produtividade do Brasil ainda é baixa comparada a outros países, e que há falta de mão de obra suficiente, por isso, não seria o momento adequado para mudar a jornada de trabalho.

