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quinta-feira, 26/03/2026

Estudantes de Santa Maria se preparam para intercâmbio Pontes para o Mundo 2026

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Morar e estudar em outro país, algo que parecia distante para muitos jovens de escolas públicas, agora é possível graças ao programa Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). A primeira turma em 2025 inspirou alunos de outras escolas a buscarem essa chance.

Um grupo de estudantes do Centro de Ensino Médio (CEM) 404, em Santa Maria, começou a se preparar cedo para a edição de 2026 do programa. Os alunos Maria Eduarda Silva Lima, 16 anos; Lara Caroline Aires da Silva, 15; Antony Lucas Aguiar Pimentel, 16; e Geovana Pietra de Sousa Silva, 15, que estão no segundo ano do ensino médio, formaram juntos um grupo de estudos desde o ano passado.

Geovana incentivou os amigos ao conhecer o programa. Eles entenderam como funciona e decidiram focar na edição de 2026, já que não puderam participar da anterior. A rotina deles inclui estudos individuais, encontros presenciais e online, com foco no inglês. Mesmo nas férias, mantêm videochamadas para praticar conversação e exercícios. Antony e Lara contam que têm notas acima de 7 e aproveitam os trabalhos em grupo para estudar.

Inspirados por filmes, reportagens e histórias de outros jovens, eles estão muito animados com a chance. Antony tem confiança em si e vê o intercâmbio como uma experiência única para fazer novas amizades. Apesar de sentirem um pouco de medo de não passar na seleção, mantêm o otimismo.

As famílias apoiam totalmente essa iniciativa. A mãe de Geovana, Andreza Silva de Souza, servidora pública, incentivou a filha a começar a preparação com antecedência, ressaltando como essa oportunidade é rara para estudantes da rede pública.

Os critérios para a seleção de 2026 devem ser parecidos com os da edição anterior: idade entre 16 e 17 anos, frequência mínima de 80% e estar no segundo ano do ensino médio em escolas da SEEDF. Desta vez, os colégios militares também terão vagas, com oito por escola. O edital será divulgado ainda neste mês, e mais informações estarão disponíveis no site da SEEDF.

David Nogueira, coordenador da primeira edição, destaca que os resultados foram positivos, ajudando os estudantes a ganharem autonomia, maturidade e a ampliarem suas perspectivas acadêmicas. Para 2026, o programa vai melhorar a preparação antes da viagem, oferecer mais acompanhamento psicológico e pedagógico e usar ferramentas para monitoramento.

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