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Ciência

Estrela “zumbi” extremamente rara é detectada por astrônomos

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Astrônomos divulgaram na revista científica Nature que identificaram uma raríssima estrela feita a partir de restos de duas estrelas mortas que se fundiram: o fenômeno reacendeu a fusão em seu núcleo e permitiu a retomada de sua “vida”. Uma verdadeira estrela zumbi!

Chamada de J005311, a estrela está a 10 mil anos-luz de distância, na constelação de Cassiopeia. Astronômos analisaram sua composição e perceberam que não havia hidrogênio ou hélio, geralmente presentes em uma anã branca — nome dado à matéria remanescente “morta” deixada para trás no final da vida útil de uma estrela de massa solar.

As colisões de anãs brancas costumam gerar explosões estelares — chamadas de supernovas — mas neste caso a estrela foi reanimada e começou a queimar novamente. Ao longo de milhões de anos, as duas estrelas se aproximaram uma das outra em uma espiral cada vez mais próxima, até que se uniram e se tornaram uma só estrela.

Duas estrelas se uniram para formar a J005311 (Foto: Divulgação)

“Tal evento é extremamente raro”, afirma um dos autores do estudo Götz Gräfener, da Universidade de Bonn, na Alemanha. “Provavelmente não há nem meia dúzia de objetos na Via Láctea com tais condições e descobrimos um deles!”

Essa estrela tem a massa de duas estrelas combinadas, o que significa que agora teria massa suficiente para fundir elementos mais pesados ​​que o hidrogênio ou o hélio — e, como revelaram as observações de suas propriedades físico-químicas, a J005311 é rica em carbono e oxigênio. A estrela também é cerca de 40 mil vezes mais brilhante do que o nosso Sol, possui um forte campo magnético e seu fluxo de ventos estelares se move a 16 mil quilômetros por segundo.

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Ciência

Nasa faz 1ª caminhada espacial com astronautas mulheres

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Caminhada era para ter acontecido em março, mas foi adiada porque a agência norte-americana não tinha roupas adequadas para as astronautas

Christina Koch e Jessica Meir: nesta sexta, elas entraram para a história (NASA/Divulgação)

São Paulo —Nesta sexta-feira (18), as astronautas americanas Christina Koch e Jessica Meir entram para a história. Neste exato momento, a Nasa faz a primeira caminhada especial com astronautas mulheres.

A caminhada era para ter acontecido em março, mas foi adiada porque, na época, a agência norte-americana não tinha roupas de tamanho adequado para Koch e Meir.

A missão das astronautas é trocar uma unidade de recarga de bateria que parou de funcionar no fim de semana passado.

Essa é a sétima caminhada feita no ano e a Nasa espera atingir, até dezembro, o maior número de caminhadas desde 2010.

https://youtu.be/Iji5hTQ3CUo

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Ciência

Nasa prepara habitações espaciais infláveis para Lua, Marte e além

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Astronautas veteranos estão terminando uma revisão de cinco protótipos de habitat espacial fabricados por várias empresas

Nasa: vice-presidente dos EUA, Mike Pence, orientou a agência a levar sua primeira tripulação de astronautas à Lua até 2024 (Carlos Jasso/Reuters)

Las Vegas — Quando astronautas orbitarem a Lua ou forem morar em sua superfície na próxima década, provavelmente o farão em habitações espaciais infláveis hoje em desenvolvimento.

Dezenas de funcionários da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) e de astronautas veteranos estão terminando uma revisão de cinco protótipos de habitat espacial fabricados por várias empresas.

Os protótipos oferecem à agência ideias para a melhor opção de Gateway — o posto avançado de pesquisa planejado para a órbita lunar que abrigará e transferirá astronautas para a superfície da Lua.

“A questão toda é definir o que gostamos e o que não gostamos nestes habitats diferentes”, disse Mike Gernhardt, astronauta da Nasa e principal pesquisador da campanha de testes, à Reuters.

Recentemente, ele e sua equipe estavam fazendo a última inspeção em Las Vegas, na sede da Bigelow Aerospace, uma fabricante de habitats espaciais fundada por Robert Bigelow, proprietário bilionário de uma rede de hotéis.

Em março, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, orientou a Nasa a levar sua primeira tripulação de astronautas à Lua até 2024.

O cronograma acelerado deu ensejo ao programa Artemis, que pleiteia módulos de pouso lunar, jipes robóticos e o Gateway Lunar — uma estação espacial modular na órbita da Lua com acomodações para astronautas, um laboratório científico e portos para espaçonaves em visita, com financiamento privado.

“O Gateway é uma oportunidade de testar todas estas estruturas em um ambiente de espaço profundo… como prelúdio a uma ida a Marte”, disse Bigelow a repórteres. “Achamos ser possível que, pelo resto do século, a arquitetura expansível esteja no ponto”.

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Ciência

Zoológico revela organismo misterioso com 720 sexos e que se regenera

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Chamado de “a bolha” por causa de um filme sobre alienígenas, o ser vivo unicelular não possui cérebro, mas é capaz de aprender

A bolha: organismo não tem olhos, boca ou estômago, mas consegue detectar e digerir alimentos (Benoit Tessier/Reuters)

Paris — Um zoológico de Paris apresentou nesta quarta-feira (16) um novo organismo misterioso, apelidado de “bolha”, um pequeno ser vivo unicelular amarelado que parece um fungo, mas age como um animal.

A mais nova exposição do Parque Zoológico de Paris, que será exibida ao público no sábado, não tem boca, estômago ou olhos, mas pode detectar e digerir alimentos.

A bolha também tem quase 720 sexos, pode se mover sem pernas ou asas e se cura em dois minutos se cortada ao meio.

“A bolha é um ser vivo que pertence a um dos mistérios da natureza”, disse Bruno David, diretor do Museu de História Natural de Paris, do qual o Parque Zoológico faz parte.

“Ela nos surpreende porque não tem cérebro, mas é capaz de aprender… e se você misturar duas bolhas, a que aprendeu transmitirá seu conhecimento para a outra”, acrescentou.

A bolha foi nomeada após um filme de terror de ficção científica de 1958, estrelado por um jovem Steve McQueen, no qual uma forma de vida alienígena — A Bolha Assassina — consome tudo em seu caminho em uma pequena cidade da Pensilvânia.

“Sabemos com certeza que não é uma planta, mas não sabemos se é um animal ou um fungo”, disse David. “Comporta-se surpreendentemente para algo que se parece com um fungo… tem o comportamento de um animal, é capaz de aprender”.

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