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quarta-feira, 11/02/2026

Esteves defende venda de CDBs do Master pelo BTG

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André Esteves, presidente do conselho do BTG Pactual, afirmou que não vê problemas na venda dos CDBs do Master para investidores de varejo. Ele explicou que a instituição agiu corretamente e, quando suspeitaram de irregularidades, reduziram a distribuição até que parou completamente, sempre incentivando os investidores a usarem a garantia do FGC.

O BTG, ao lado da XP e Nubank, está envolvido em uma ação civil pública por suposta falta de informações sobre os riscos dos CDBs antes da liquidação do Master pelo Banco Central, em novembro de 2025. Outros bancos, como Itaú, criticam a venda pelos altos lucros que gerou para as corretoras, devido à alta remuneração oferecida pelo Master.

Esteves criticou as regras do Fundo Garantidor de Crédito, que permitiram que o Master se financiasse quase que totalmente com esses títulos vendidos a pessoas físicas, dizendo que isso está errado. Ele também expressou preocupação com possíveis impactos negativos para as plataformas financeiras maiores devido a este episódio, mas reforçou que os responsáveis serão punidos pelo mercado.

Esteves também comentou sobre a possibilidade de um acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos, a ser discutido na visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Donald Trump em março. Segundo ele, o presidente brasileiro levará uma comissão empresarial para avançar nas negociações, e que é importante o Brasil manter boas relações comerciais, incluindo com a China.

Na política, Esteves destacou a importância dos partidos do centrão para o equilíbrio do país, dizendo que essa base ajuda a manter o país estável, evitando extremos políticos. Também falou sobre a necessidade do Brasil preservar sua institucionalidade, evitando críticas diretas ao STF e mantendo respeito às autoridades judiciais.

Sobre as próximas eleições presidenciais, Esteves apontou que o candidato Flávio Bolsonaro é competitivo nas pesquisas e que a disputa está equilibrada, com Lula tendo um leve favoritismo. Ele acredita que a unificação da direita poderá tornar a eleição mais acirrada no segundo turno.

Esteves destacou que o cenário econômico está mais favorável, com inflação e juros em queda, investimentos externos crescendo e desemprego próximo de zero. Ele vê que o mercado percebe menos risco político no Brasil, o que é um motivo para comemorar.

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