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Estados Unidos registram 200 mil casos de covid-19 em 24 horas

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A covid-19 segue avançando nos Estados Unidos, país que na terça-feira registrou 1.535 mortes em 24 horas

EUA batem recorde de novos casos de covid-19 em apenas um dia (MARK FELIX/Getty Images)

Os Estados Unidos registraram na terça-feira o recorde de novos casos de covid-19 em apenas um dia, com mais de 200.000, o que evidencia a necessidade urgente de uma vacina, um dia depois do anúncio de resultados promissores de uma pesquisa.

A notícia sobre a vacina provocou esperança em um cenário sombrio, com novas restrições na Europa e Oriente Médio, assim como uma aceleração da pandemia nos Estados Unidos, país que na terça-feira registrou 1.535 mortes provocadas por covid-19 em 24 horas.

Uma vacina é a melhor possibilidade para deter o avanço do novo coronavírus, detectado no fim de dezembro do ano passado na China e que se propagou por todo o mundo.

As ações de alguns setores mais afetados pelas restrições de viagens, distanciamento social e bloqueios se recuperaram ante a esperança de que o mundo retorne à normalidade, depois que o grupo farmacêutico Pfizer e sua sócia alemã alemã BioNTech anunciaram na segunda-feira que sua candidata a vacina tem 90% de eficácia.

As duas empresas afirmaram que têm capacidade para produzir mais de 50 milhões de doses da vacina este ano e 1,3 bilhão em 2021, caso recebem a aprovação das agências reguladoras.

A comunidade científica reagiu de maneira positiva ao anúncio, embora o ensaio clínico ainda esteja em curso e a vacina necessite de armazenamento em congeladores especiais, o que gera enormes complicações na cadeia de abastecimento.

Esta vacina é uma das 40 que estão em diferentes fases de desenvolvimento, mas até o momento não foram divulgados os dados de efetividade de nenhuma outra.

Outra notícia positiva veio da União Europeia: o Parlamento da UE e os Estados membros alcançaram um acordo para aprovar o orçamento do bloco, que inclui a liberação de 750 bilhões de euros (886 bilhões de dólares) para a recuperação das consequências da pandemia.

“Um inverno obscuro”

Quase 51 milhões de pessoas em todo o mundo contraíram o novo coronavírus, que provocou 1,2 milhão de mortes.

Na terça-feira foram registradas 6.867 mortes em  todo o mundo, com números elevados na França, Espanha e Estados Unidos.

A maior potência mundial é o país mais afetado pela pandemia, com mais de 10 milhões de casos e quase 240.000 mortes, com outros dados preocupantes, como 60.000 hospitalizados por covid-19.

A pandemia foi um dos principais problemas dos eleitores nas eleições presidenciais da semana passada nos Estados Unidos.

O presidente eleito Joe Biden, que criticou a gestão da crise pelo presidente Donald Trump, anunciou um grupo de trabalho para a crise.

“Enfrentamos um inverno muito obscuro”, disse Biden.

Trump enfrentou repetidamente os especialistas de sua própria administração e, em várias oportunidades, se recusou a respaldar as restrições ou usar máscara em público.

Depois do anúncio da Pfizer, afirmou, sem provas, que a notícia foi adiada para depois das eleições para prejudicar sua campanha de reeleição.

Também nos Estados Unidos, a FDA, agência que regulamenta medicamentos e alimentos, aprovou na segunda-feira em caráter de emergência um tratamento contra a covid-19 com anticorpos sintéticos desenvolvidos pela empresa Eli Lilly.

Apesar das boas notícias na área médica, o aumento de casos e mortes preocupa vários países.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que minimiza as consequências da covid-19, reiterou a despreocupação com uma frase homofóbica.

“Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas. Olha que prato cheio para imprensa. Prato cheio para a urubuzada que está ali atrás. Temos que enfrentar de peito aberto, lutar”, disse.

Ao mesmo tempo, países como Itália, Hungria, Albânia e Grécia anunciaram novas restrições.

No Oriente Médio, o Líbano anunciou na terça-feira um novo confinamento de duas semanas. A região também lamentou a morte, por complicações derivadas da covid-19, do veterano negociador de paz palestino Saeb Erekat.

 

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Em Hong Kong, 11 pessoas são presas por ajudarem na fuga de ativistas

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A polícia chinesa confirmou que os detidos são suspeitos de terem contribuído, em agosto passado, na tentativa de fuga de 12 ativistas pró-democracia de Hong Kong

Entre as pessoas detidas estava Daniel Wong, advogado especializado na defesa dos direitos humanos (Philip FONG/AFP)

A polícia prendeu 11 pessoas em Hong Kong, nesta quinta-feira (14), suspeitas de terem ajudado um grupo de ativistas em sua tentativa de fugir de barco para Taiwan.

“Onze pessoas foram detidas pelo serviço encarregado da segurança nacional por ‘conspiração com o objetivo de ajudar criminosos’”, disse um oficial de polícia à AFP.

Este policial confirmou que os detidos são suspeitos de terem contribuído, em agosto passado, na tentativa de fuga de 12 ativistas pró-democracia de Hong Kong.

Ameaçados na ex-colônia britânica por seu envolvimento nas manifestações pró-democracia de 2019, estes 12 militantes foram detidos pela Guarda Costeira chinesa quando tentavam fugir para Taiwan.

As prisões de quinta-feira ocorreram oito dias após uma grande operação contra mais de 50 figuras da oposição de Hong Kong, detidas em nome da draconiana lei de segurança nacional imposta por Pequim no final de junho.

Entre as pessoas detidas nesta quinta-feira, estava Daniel Wong, advogado especializado há anos na defesa dos direitos humanos e conhecido por ser um fervoroso militante do movimento pró-democracia.

“A polícia encarregada da segurança nacional chegou à minha casa às 6h10 e, por enquanto, não sei para qual delegacia vão me levar”, escreveu Wong em sua conta no Facebook.

Este homem de 71 anos também é o criador de um restaurante em Taipei que emprega e ajuda cidadãos de Hong Kong que fugiram para Taiwan.

Willis Ho, um ex-líder estudantil, confirmou que sua mãe está entre os detidos.

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Biden apresentará plano para injetar US$1,5 tri na economia dos EUA

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O novo governo vai trabalhar com o Congresso em um rápido pacote de estímulo depois que Biden assumir o cargo em 20 de janeiro

Joe Biden: Biden fez campanha no ano passado com a promessa de enxergar a pandemia de forma mais séria que o presidente Donald Trump (Joe Raedle/Getty Images)

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, vai apresentar uma proposta de pacote de estímulo nesta quinta-feria para impulsionar a economia durante a pandemia de coronavírus com um alívio econômico que pode superar 1,5 trilhão de dólares e ajudar as comunidades minoritárias.

Biden fez campanha no ano passado com a promessa de enxergar a pandemia de forma mais séria que o presidente Donald Trump, e o pacote busca colocar essa promessa em movimento com um influxo de recursos para a distribuição da vacina contra o coronavírus e a recuperação econômica.

O novo governo vai trabalhar com o Congresso em um rápido pacote de estímulo depois que Biden assumir o cargo em 20 de janeiro, embora o impeachment de Trump ameace dominar os parlamentares nas primeiras semanas.

O pacote de estímulo inclui compromisso com cheques de estímulo de 1.400 dólares, de acordo com fonte familiarizada com a proposta, e Biden deve fazer parceria com empresas privadas para aumentar o número de norte-americanos sendo vacinados.

Uma parcela significativa dos recursos financeiros adicionais será dedicada a comunidades minoritárias. “Acho que vocês verão uma ênfase real nessas comunidades carentes, onde ainda há muito trabalho duro a ser feito”, disse outra autoridade de transição.

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Pico de Covid no Japão adia abertura de parque da Nintendo

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Atração não será inaugurada em 4 de fevereiro segundo planejado e a abertura foi adiada indefinidamente

Fachada do Universal Studios Japan theme park em Osaka, no Japão (Bloomberg/Bloomberg)

A Universal Studios Japan adiou a inauguração de seu tão aguardado parque temático Super Nintendo World devido ao pico de casos de coronavírus, o que levou o governo a expandir a declaração de estado de emergência.

O anexo ao parque de diversõesUniversal Studios Japan, localizado nos arredores de Osaka, não será inaugurado em 4 de fevereiro segundo planejado e a abertura foi adiada indefinidamente, em conformidade com o pedido do governo de restrição de viagens e atividades não essenciais. Organizadores disseram que irão reavaliar a situação e decidir sobre uma nova data assim que o estado de emergência for suspenso.

A nova atração é concebida como uma réplica em tamanho real dos personagens e ambientes dos jogos mais populares da Nintendo, que tem sede em Kyoto. O parque inclui lojas e atividades de passeio. Uma das primeiras atrações será um passeio de Mario Kart dentro de uma recriação do Castelo de Bowser. Inspirado em uma ideia da franquia Super Mario, no passeio os visitantes poderão coletar moedas virtuais usando uma pulseira enquanto exploram a área e interagem com os recursos do parque por meio de um console Switch.

O parque é um dos maiores projetos já concebidos pela Universal Studios Japan, com custo de cerca de US$ 580 milhões. A inauguração estava programada para meados do ano passado, antes de enfrentar o primeiro adiamento imposto pela pandemia. É um passo importante nos esforços da Nintendo para ampliar suas franquias além dos jogadores de console. Filmes, lojas de produtos e aplicativos para smartphones são pensados como um gancho para atrair novos usuários a comprar máquinas e software de games.

Nesta semana, o Japão expandiu o estado de emergência fora da região de Tóquio para abranger outros centros econômicos do país, como Osaka, enquanto tenta controlar o aumento recorde de infecções.

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Japão vai decretar estado de emergência por coronavírus em novas regiões

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No total, onze áreas estarão em estado de emergência. Isso representa 70 milhões de habitantes, 56% da população e 60% do PIB nacional

Pedestres usando máscaras protetoras, em meio ao surto da doença coronavírus (COVID-19), dirigem-se ao distrito comercial de Ginza, que fechou aos carros no domingo em Tóquio, Japão, 10 de janeiro de 2021. (Kim Kyung-Hoon/Reuters)

O Japão vai estender, nesta quarta-feira (13), o estado de emergência vigente em Tóquio e sua periferia para outras sete regiões, devido ao avanço da pandemia e ao aumento das infecções.

O primeiro-ministro Yoshihide Suga deve anunciar nas próximas horas este aumento das restrições nos departamentos de Osaka, Kyoto e Hyogo (oeste), Aichi e Gifu (centro), Fukuoka (sudoeste) e Tochigi (leste).

No total, incluindo Tóquio e sua periferia, onze áreas estarão em estado de emergência. Isso representa 70 milhões de habitantes, 56% da população e 60% do PIB nacional.

“Queremos a todo custo que as infecções caiam entre agora e 7 de fevereiro”, data em que essas medidas devem terminar em todas as áreas afetadas, disse Yasutoshi Nishimura, ministro japonês encarregado da luta contra a covid-19.

As restrições, menos severas que as aplicadas na primavera (boreal) passada, farão com que bares e restaurantes deixem de vender bebidas alcoólicas às 19h e fechem às 20h e as autoridades também recomendem que os cidadãos reduzam ao máximo as saídas.

O governo também está preparando uma lei que permitirá multas a quem não respeitar as normas sanitárias, sanções que a legislação vigente não contempla.

Até agora, o Japão registrou 4.100 mortes por coronavírus e um total de cerca de 300.000 casos.

 

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Extrema direita planeja atos com armas neste fim de semana, alerta FBI

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Dias após a invasão do Capitólio, aviso provocou uma corrida dos governadores para reforçar a segurança a prédios administrativos

Apoiadores do presidente dos EUA, Donald Trump, protestam em frente ao prédio do Capitólio dos EUA em Washington, EUA, 6 de janeiro de 2021. (Stephanie Keith/Reuters)

O FBI alertou que grupos de extrema direita planejam manifestações armadas nas capitais dos Estados neste fim de semana. Dias após a invasão do Capitólio, o aviso provocou uma corrida dos governadores para reforçar a segurança a prédios administrativos e evitar que as cenas vistas em Washington se repitam em escala local.

O alerta do órgão constava em um memorando, que é uma espécie de “produto bruto de inteligência”, que compila informações coletadas pelo FBI e por outras agências do governo. Algumas das ameaças não foram checadas e provavelmente haverá diferença entre os atos de um lugar para o outro, mas a informação é de que há planos de extremistas para todas as 50 capitais dos Estados.

Os dados destacados no memorando causaram preocupação. Há informações sugerindo que extremistas poderiam invadir escritórios do governo ou iniciar um levante em defesa de um segundo mandato de Trump – que perdeu as eleições no voto popular e também no colégio eleitoral.

O FBI não quis comentar o memorando, revelado em primeira mão pela ABC News. Autoridades de muitos Estados já começaram a tomar medidas para aumentar a segurança e planejar respostas mais duras aos protestos em comparação ao que foi visto na semana passada.

No sábado, manifestantes armados cercaram o Capitólio de Kentucky. Vestidos com roupas camufladas e carregando armas de assalto e algemas, prometeram continuar a apoiar Trump enquanto protestavam contra o governador democrata Andy Beshear e o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell.

Em Wisconsin, funcionários do Estado começaram a proteger as janelas do Capitólio estadual na segunda. No Arizona, funcionários públicos ergueram uma cerca de arame de dupla camada ao redor do complexo do Capitólio, em Phoenix.

O governador democrata de Washington, Jay Inslee, convocou 750 soldados da Guarda Nacional para ajudar a proteger o Capitólio.

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Novo recorde: EUA registra 4.500 mortes por covid-19 em 24 horas

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No total, Estados Unidos registra mais de 380.000 mortos e 22,8 milhões de casos do novo coronavírus

Coronavírus nos EUA: Infecções por coronavírus disparam na Califórnia e hospitalizações crescem 50% (U.S. Navy/Divulgação)

Quase três mortes por minuto e cerca de 4.500 mortos por covid-19 em um dia.Estados Unidos continua registrando tristes recordes em pleno surto da pandemia em todo o mundo, também na China, onde dezenas de milhões de pessoas voltam a se confinar.

Um ano depois da detecção do vírus na província chinesa de Wuhan, a pandemia causou mais de 1,96 milhão de mortes no mundo e cerca de 91,5 milhões de casos, segundo a contagem desta quarta-feira (13) da AFP com base em fontes oficiais.

Estados Unidos, o país mais enlutado pela pandemia, registrou na terça-feira 4.470 mortos e mais de 235.000 novos contágios. Até agora, a primeira economia mundial não havia superado os 4.000 mortos por coronavírus em 24 horas.

Este número diário chocante é quase o mesmo que o balanço total de mortos pela pandemia na China (4.634), onde a doença foi identificada pela primeira vez no final de 2019. No total, Estados Unidos registra mais de 380.000 mortos e 22,8 milhões de casos.

“É, sem dúvida, o período mais sombrio de toda minha carreira”, admite Kari McGuire, responsável da unidade de cuidados paliativos do hospital Santa Maria de Apple Valley, uma pequena cidade da Califórnia.

Números “astronômicos”

Neste hospital, totalmente saturado, os pacientes com covid-19 se amontoam nos corredores, em macas improvisadas na unidade de terapia intensiva (UTI) e até mesmo nos serviços de pediatria. Segundo McGuire, o número de mortos é “astronômico”.

Para tentar frear os contágios, as autoridades federais anunciaram que, a partir de 26 de janeiro, será exigido um teste negativo a todos os viajantes que chegarem ao país de avião.

O aumento da doença é notado em todo o país, mas afeta especialmente o sul e o oeste.

 

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

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