Os Estados Unidos anunciaram novas restrições de vistos contra autoridades e ex-autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. O secretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Juan Pablo Segura, declarou nesta segunda-feira (28/9) que Washington continua apoiando os países do Escudo das Américas na luta contra a corrupção e as redes de narcoterrorismo.
Após o governo de Donald Trump revogar os vistos de 27 autoridades, ex-autoridades e seus familiares desses quatro países, Segura afirmou que as medidas visam proteger os governos democraticamente eleitos de ameaças que minam sua estabilidade.
O secretário citou o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, entre os atingidos. Segundo os EUA, Mariaca teria usado seu cargo para solicitar e aceitar propinas em troca de facilitar atividades ligadas ao narcotráfico, ajudando criminosos violentos a escapar da justiça.
De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, mais de 20 dos atingidos são promotores e juízes bolivianos. A lista inclui ainda dois colombianos — um empresário e um parlamentar —, dois equatorianos e um juiz peruano. Dos citados, 12 já possuem vistos que serão revogados, e nove poderão ter pedidos futuros de visto negados.
O governo dos EUA afirmou que essas ações fazem parte de uma estratégia mais ampla para combater a corrupção, o narcotráfico e outras ações que ameaçam as instituições democráticas na América Latina.
Juan Pablo Segura assumiu em 14 de agosto o cargo de secretário assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental, responsável pela política dos Estados Unidos na região, incluindo o Brasil. Ele substituiu o embaixador Michael Kozak, que atuava interinamente, e foi confirmado pelo Senado americano em agosto.
Segura defende a agenda do governo Trump com foco no combate aos cartéis e organizações consideradas narcoterroristas, além da segurança das fronteiras.

