O presidente Lula ampliou sua porcentagem de votos válidos do primeiro para o segundo turno em todos os estados do país. Por outro lado, seu adversário, Flávio Bolsonaro, teve queda ou estagnação dos votos no Nordeste, mas avançou em outras regiões.
É comum que candidatos aumentem sua votação quando passam para o segundo turno, pois há apenas dois concorrentes. Nesta eleição, Lula se beneficiou da redução histórica de votos nulos, brancos e abstenções entre os turnos.
O maior crescimento de Lula foi em Goiás, embora ele tenha sido derrotado pelo Flávio Bolsonaro no estado, aumentando sua porcentagem em 9,28 pontos percentuais. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, Lula também cresceu 7,95 pontos percentuais.
Outros estados com alta variação positiva para o presidente foram Distrito Federal, Rio de Janeiro, Amapá e Minas Gerais, este último com uma virada histórica. Rondônia apresentou o menor aumento positivo.
Já o maior avanço de Flávio Bolsonaro aconteceu também em Goiás, subindo 6,06 pontos percentuais entre os turnos. Ele também ganhou mais votos no Distrito Federal, Santa Catarina e Paraná, estados em que venceu.
No Nordeste, entretanto, Flávio Bolsonaro perdeu votos válidos em sete estados, com a maior queda em Alagoas. Em Piauí e Rio de Janeiro, sua votação permaneceu quase estável.
Lula venceu em 13 estados e no exterior, enquanto Flávio Bolsonaro triunfou em 13 estados e no Distrito Federal. No segundo turno, Lula diminuiu a diferença de votos para Flávio em todos os estados onde ele havia vencido no primeiro turno.
A virada em Minas Gerais, um estado-chave com milhões de eleitores, foi decisiva para a vitória final de Lula. Ele obteve 50,43% dos votos válidos contra 49,57% do senado Flávio Bolsonaro neste estado.
No Nordeste, Lula aumentou sua votação em 14%, conquistando cerca de 3 milhões de votos a mais. Ele também venceu no Norte por uma margem estreita.
Flávio Bolsonaro teve vantagem no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mas não conseguiu superar os ganhos de Lula.


