A Polícia Civil de Santa Catarina realizou nesta segunda-feira, 26, buscas em casas de pessoas investigadas por maus-tratos e intimidação de testemunhas no caso da morte do cachorro comunitário chamado Orelha, que tinha cerca de 10 anos, na Praia Brava, em Florianópolis.
As investigações indicam que um grupo de pelo menos quatro adolescentes atacou o animal. O caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina.
Segundo o Ministério Público, Orelha sofreu ferimentos na cabeça e morreu enquanto recebia atendimento veterinário. Na operação desta segunda, também foram investigados três adultos, que são parentes dos adolescentes e são suspeitos de tentar intimidar testemunhas. A Polícia Civil informou que esses adultos não estão ligados diretamente às agressões, mas podem ser responsabilizados por coação.
Em entrevista à Rádio Eldorado, o advogado Mauricio Dieter, professor de Direito Penal e Criminologia na Faculdade de Direito da USP, explicou que adolescentes não podem ser julgados pelo Código Penal tradicional por causa da idade. Ele acredita que esses jovens podem receber medidas como trabalho comunitário. Além disso, eles podem ser submetidos a advertências ou liberdade assistida com acompanhamento psicológico, desde que seja comprovada a responsabilidade individual de cada agressor.
Estadão Conteúdo.
