A deputada federal Erika Hilton (PT-SP) afirmou neste sábado (4/4) que candidatos da direita desejam transferir o controle do Pix para empresas privadas, o que pode provocar a cobrança de taxas no sistema de pagamentos instantâneos.
Segundo Erika, a iniciativa da direita não é acabar com o Pix de forma aberta, mas sim privatizá-lo e dividi-lo entre os bancos, em uma espécie de acordo que beneficia todos os envolvidos.
A parlamentar alertou que, caso isso aconteça, será o início da cobrança de várias taxas, como para realizar Pix à noite, para enviar dinheiro para outro banco, para transações de alto valor, e limitação no número de Pix gratuitos mensais, prejudicando os usuários.
Erika Hilton destacou que bancos e operadoras de cartão de crédito perderam lucros com a popularização do Pix, e por isso atuam para retomar esses ganhos através da privatização do sistema.
Ela reforçou que destruir o Pix é uma das principais metas dos candidatos de direita para as eleições de 2026, e pediu vigilância para que o sistema não seja transformado em algo controlado por interesses privados disfarçados.
A nova polêmica do Pix
A controvérsia em torno do futuro do Pix ganhou força após a Casa Branca lançar um relatório que aponta o sistema brasileiro como desvantajoso para empresas americanas de cartão de crédito. Na sequência, o PT acusou o senador Flávio Bolsonaro de estar alinhado com interesses dos EUA para extinguir o Pix.
Em resposta, o senador ressaltou que o Pix é um importante patrimônio brasileiro, legado do presidente Jair Messias Bolsonaro, e não pretende acabar com o sistema.

