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domingo, 31/08/2025

Epig recebe R$ 160 milhões em obras para melhorar trânsito no DF

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O Governo do Distrito Federal investiu R$ 160 milhões para revitalizar a Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig). A obra está dividida em seis etapas e visa transformar a via em um corredor moderno, com faixas exclusivas para ônibus, melhorias no trânsito e maior acessibilidade para pedestres e ciclistas. Trechos já reformados beneficiam milhares de pessoas no Cruzeiro, Sudoeste e Asa Sul.

O terceiro trecho da obra da Epig já foi entregue, conectando o Parque da Cidade ao Sudoeste pelo Viaduto Luiz Carlos Botelho Ferreira. Atualmente, o foco está no trecho quatro, onde estão sendo construídos dois novos viadutos e passagens subterrâneas para pedestres e ciclistas, além do término do pavimento rígido no sentido Eixo Monumental.

Valter Casimiro, secretário de Obras e Infraestrutura do DF, informou que “o novo pavimento no sentido Eixo Monumental está quase concluído e será o próximo a ser liberado, permitindo a transferência do fluxo de veículos e o início das obras na pista oposta”.

Reginaldo Sardinha, administrador regional do Sudoeste, ressaltou que a entrega do viaduto mudou a rotina local: “O Complexo Viário da Epig era esperado há mais de 20 anos. A obra trouxe agilidade e conforto para os moradores, principalmente nos horários de maior movimento”.

Moradores também destacam as melhorias. José Antônio de Souza, 67 anos, residente na região há 25 anos, afirmou que a obra facilitou o acesso à Asa Sul. Já Ítalo Araújo, 39 anos, comentou sobre a redução do tempo de trajeto: “Agora dá até para dormir um pouco mais. Temos mais opções para chegar ao Sudoeste”.

O trecho quatro também iniciou obras focadas em acessibilidade, com a construção de duas passagens subterrâneas entre o Parque da Cidade e o Sudoeste. Estas passagens contam com rampas, escadas, iluminação natural e área para comércio local, melhorando a segurança e o fluxo de pedestres e ciclistas.

Estas estruturas foram construídas seguindo as orientações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Seduh), respeitando a estética característica de Brasília. Bruno Almeida, fiscal da obra, explicou que “passarelas aéreas não são permitidas na área tombada porque prejudicam a vista entre os setores. As passagens subterrâneas são mais adequadas tanto do ponto de vista urbanístico quanto da acessibilidade”.

Cerca de 500 trabalhadores estão envolvidos no projeto, entre operários no canteiro de obras e profissionais de suporte técnico e logístico.

As obras continuam em ritmo acelerado para garantir um trânsito mais fluido entre Brasília e Taguatinga, beneficiando diretamente mais de 40 mil moradores da região.

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