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sexta-feira, 10/04/2026

Entenda o papel do centro de controle da aeronáutica que paralisou aeroportos em São Paulo

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PRISCILA MENGUE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Na manhã de quinta-feira (9), uma falha técnica causou impacto nos principais aeroportos de São Paulo. Isso ocorreu porque a sala do Centro de Controle de Aproximação de São Paulo, que coordena a transição entre pousos, decolagens e o voo de cruzeiro nos aeroportos mais movimentados do estado, foi afetada. Cerca de 8 mil passageiros foram prejudicados.

Conhecido como APP-SP (Approach Control São Paulo), o centro controla o espaço aéreo chamado TMA-SP, que é o maior hub aéreo do Brasil, abrangendo aeroportos como Guarulhos, Congonhas, Campinas e São José dos Campos.

O APP-SP guia os pilotos até a área das torres de controle de cada aeroporto, organizando a fila para pousos e decolagens, segundo o engenheiro aeronáutico Adalberto Febeliano.

São Paulo é uma área complexa para controle aéreo, chamada de “metroplex”, que reúne vários terminais e intenso tráfego aéreo.

De acordo com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, em 2025 o centro opera 24 horas, com 35 controladores por turno, funcionando dentro do Aeroporto de Congonhas.

Os centros controlam múltiplos aeroportos para garantir a segurança e eficiência do tráfego aéreo, levando em conta condições climáticas e eventos imprevistos, como presença de animais ou drones na pista, conforme especialistas.

Raphael Pustilnick Ribeiro, especialista em direito aeronáutico, explica que voos privados com operação visual não dependem do APP-SP.

Os aeroportos de Guarulhos e Congonhas são, respectivamente, os mais movimentados do Brasil. Guarulhos cuida de quase 70% dos voos internacionais. No primeiro semestre de 2025, o aeroporto de Guarulhos transportou 14 milhões de passageiros, seguido por Congonhas, com 11,5 milhões, e Viracopos com 5,6 milhões.

São Paulo usa sistema com automação parcial

Desde 2021, o centro paulista utiliza um sistema automatizado chamado TMA-SP Neo. Ele ajuda a identificar pontos para aproximação das aeronaves, reduzindo esperas. Ainda assim, o acompanhamento humano é essencial.

A falha desta quinta foi causada por suspeita de incêndio em um prédio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), onde funciona o APP-SP, conforme o presidente da Anac, Tiago Faierstein.

“Não houve pane. Uma fumaça foi detectada em uma área do prédio do Decea. Por precaução, os funcionários foram orientados a evacuar até a chegada do Corpo de Bombeiros”, afirmou.

“Nenhum ferimento foi registrado e não houve dano a equipamentos. Foi uma ação de segurança que causou a paralisação momentânea”, disse.

O Decea informou que a interrupção temporária das operações aéreas foi devido a um problema técnico-operacional em São Paulo, mas que as aeronaves foram controladas conforme as normas internacionais e a operação já foi restabelecida.

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