A dificuldade para engolir alimentos e líquidos pode ser um sinal de disfagia, uma condição que, se não tratada, pode levar a problemas sérios. Recentemente, pacientes do Hospital de Base do Distrito Federal receberam informações sobre essa condição durante o Dia Nacional de Atenção à Disfagia.
O objetivo foi aumentar a conscientização entre pacientes e acompanhantes, esclarecendo dúvidas e mostrando sinais de alerta. Médicos explicaram que a disfagia pode acontecer por diferentes razões, como problemas mecânicos causados por ferimentos ou cirurgias na laringe e boca, além de causas neurológicas. Essa condição pode afetar pessoas de todas as idades, especialmente idosos, crianças com paralisia cerebral e síndromes, pessoas que tiveram AVC e pacientes em tratamento de câncer.
Ana Patrícia Queiroz, fonoaudióloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, destacou a importância de buscar avaliação médica se os engasgos ocorrerem com frequência. “Há risco de broncoaspiração, que é quando alimentos entram nos pulmões”, alertou. Ela também mencionou os engasgos à noite, que muitas vezes são confundidos com refluxo e ligados à apneia do sono, e que podem causar tosse seca, sensação de ácido na garganta e salivação excessiva.
Em casos mais graves, a disfagia pode causar bloqueio das vias aéreas ou pneumonia devido à entrada de alimentos nos pulmões. Porém, com acompanhamento adequado, exercícios de reabilitação feitos por fonoaudiólogos podem controlar a condição e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
“A reabilitação ajuda a trazer conforto ao paciente, permitindo que ele possa se alimentar com alimentos com textura mais segura para a deglutição”, explicou a especialista. Uma das pacientes orientadas foi a aposentada Eliene Morgado Bembem Alves, de 70 anos, que comentou que não conhecia a disfagia apesar de ter episódios frequentes de engasgo. “Achei muito interessante e vou buscar mais informações para consultar um profissional”, disse.
Para receber atendimento, após a avaliação inicial, o paciente pode ser direcionado pelo sistema de saúde para especialistas como gastroenterologista, otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo.
