ALEX SABINO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Empresas no Brasil que funcionam totalmente com trabalho presencial encontram mais dificuldades para preencher suas vagas disponíveis em comparação com aquelas que usam modelos de trabalho híbrido ou remoto.
Essa informação vem do 8º Relatório de Tendências em Gestão de Pessoas do GPTW (Great Place To Work), uma consultoria global que certifica ambientes de trabalho. O estudo ouviu 1.577 profissionais na América Latina, sendo que 70% deles ocupam cargos de liderança.
No Brasil, o trabalho presencial é o mais comum, presente em 51% das empresas, enquanto o modelo híbrido é usado por 41% das companhias.
O relatório também mostra que a qualificação dos profissionais é uma prioridade para 21,9% das empresas, um aumento em relação aos 12% do ano anterior.
Tatiane Tiemi, CEO do GPTW Brasil, destaca que “no Brasil, o modelo de trabalho já está mais definido do que em outros países da América Latina. Muitas empresas passaram por testes durante e depois da pandemia e decidiram rapidamente qual formato funciona melhor para seu negócio e cultura”.
Além disso, a rigidez no modelo de trabalho pode afetar outras áreas importantes dentro das organizações.
O envolvimento e comprometimento dos funcionários aparece como a terceira maior prioridade no Brasil, indicando que os profissionais brasileiros estão menos engajados que os de outros países da América Latina, onde essa prioridade ocupa o nono lugar.

