Rossana Paroschi Jafar, empresária investigada por suspeita de fraudes que movimentaram R$ 27 milhões no Sistema Único de Saúde (SUS), deixou a prisão após sofrer duas crises convulsivas. A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu converter sua prisão preventiva em domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica, considerando seu estado de saúde.
A medida foi determinada pela juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, que entendeu que a prisão em unidade prisional apresentava riscos para a integridade física de Rossana. A prisão domiciliar, assim, garante que a investigada possa continuar a receber tratamento médico sem prejudicar as investigações.
Rossana Paroschi Jafar foi presa em julho em Campo Grande durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Ela é apontada como uma das líderes de um grupo suspeito de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro em diversos municípios.
A investigação, chamada Operação Gutenberg, revelou que o grupo usava a regulação de vagas para exames, cirurgias e leitos do SUS para pressionar prefeituras a comprar livros paradidáticos da editora Avante, ligada à família Jafar. As compras, justificadas pela inexigibilidade de licitação, envolviam obras como O Mundo Azul de Theo e O Fantástico Mundo do Capitão Theo.
Na decisão judicial, a juíza ressaltou que a prisão domiciliar não representa impunidade, mas uma medida que assegura o tratamento médico adequado sem comprometer os esforços da justiça.
