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sexta-feira, 31/07/2026

Empresa dona de avião que caiu no Alasca viajava com excesso de peso

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UOL/FOLHAPRESS

A Bering Air já tinha o histórico de operar voos com peso acima do permitido antes do acidente que causou a morte de dez pessoas no Alasca, conforme apontado por um relatório federal divulgado pela Associated Press.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB) concluiu que o excesso de peso contribuiu para a queda da aeronave em fevereiro de 2025. Além disso, o avião estava carregado acima do limite permitido para viagem em condições de gelo.

Durante a aproximação ao aeroporto de Nome, o piloto não conseguiu monitorar ou manter a velocidade adequada, provavelmente porque tentava lidar com o sistema de proteção contra gelo do avião, segundo o relatório.

A fiscalização da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) sobre a Bering Air foi considerada insuficiente pelo NTSB, que destacou que a agência não detectou nem agiu sobre a prática rotineira de voos acima do peso.

A FAA informou que vai analisar cuidadosamente as recomendações do NTSB e afirmou levar essas orientações a sério.

Os investigadores notaram que os pesos informados nos manifestos de voo da empresa frequentemente eram menores do que os reais, e também confirmaram operações que ultrapassavam os limites de peso.

A FAA não considerou o aumento da complexidade operacional e o rápido crescimento da companhia após a pandemia e a falência do seu principal concorrente. Segundo o NTSB, esses fatores exigiriam uma fiscalização mais rigorosa.

Jennifer Homendy, presidente do NTSB, declarou que a tragédia foi resultado de várias falhas que poderiam ter sido evitadas. “Não foi uma única falha, mas uma sequência de erros evitáveis que reduziram margens importantes de segurança”, afirmou.

A rota da aeronave era regular, entre Unalakleet e Nome, cobrindo cerca de 240 quilômetros.

As autoridades informaram que o avião desapareceu a aproximadamente 50 quilômetros a sudeste de Nome.

Os destroços foram encontrados em uma massa de gelo flutuante e, infelizmente, as dez pessoas a bordo não sobreviveram ao acidente, que é um dos mais fatais ocorridos no Alasca neste século.

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