FOLHAPRESS
Duas cidades na região central do Rio Grande do Sul declararam situação de emergência devido à falta de óleo diesel, causada por impactos da guerra no Irã.
Formigueiro decretou emergência no dia 17, e dois dias depois, Tupanciretã fez o mesmo. Ambas as cidades dependem do diesel para suas atividades agrícolas e para manter as estradas que facilitam o transporte da produção de grãos.
O prefeito de Formigueiro, Cristiano Cassol Rubert (MDB), afirmou que o alto custo do diesel dificulta o transporte e a colheita da safra. O decreto permite a compra emergencial de combustível para reparar estradas e ajudar na colheita.
Em Tupanciretã, com 24 mil habitantes, a emergência por falta de diesel se soma a outra já existente devido à seca. O prefeito Gustavo Terra (PP) informou que a prefeitura tem uma licitação para comprar 14 mil litros de diesel, mas o preço subiu de R$ 6,05 para R$ 7,40 por litro, enquanto o consumo diário é de cerca de mil litros. Ele também conseguiu autorização para a compra durante uma reunião em Porto Alegre.
No estado, 142 cidades enfrentam problemas semelhantes, conforme levantamento da Famurs (Federação das Associações de Municípios do RS), que estudou 315 municípios. A falta de diesel está dificultando obras e operações com máquinas, sendo que o estado tem 497 cidades, o que representa 28,6% afetadas.
Os municípios estão priorizando o uso do combustível para serviços essenciais como ambulâncias e transporte de pacientes para exames em centros médicos regionais.
Em comunicado, a presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira (PP), alertou que a situação pode piorar, afetando o transporte escolar e o deslocamento de pacientes para outras cidades.
