24.5 C
Brasília
terça-feira, 24/02/2026

Embaixador fala sobre possível diálogo entre Brasil e Ucrânia

Brasília
nuvens quebradas
24.5 ° C
25.6 °
24.5 °
65 %
6.2kmh
75 %
ter
24 °
qua
24 °
qui
25 °
sex
19 °
sáb
23 °

Em Brasília

Rafael de Mello Vidal, embaixador do Brasil em Kiev, divulgou durante um evento no Senado que os governos do Brasil e da Ucrânia podem realizar reuniões ainda no primeiro semestre de 2026. Segundo o diplomata, o encontro deve ocorrer a nível ministerial e não envolverá os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Volodymyr Zelensky.

O embaixador destacou que há expectativa para um encontro ministerial, provavelmente na capital ucraniana, e afirmou que a equipe trabalha para concretizar essa reunião ainda nos primeiros meses do ano.

Na audiência pública do Grupo Parlamentar Brasil-Ucrânia, Rafael de Mello Vidal reafirmou a postura do Brasil frente ao conflito entre Ucrânia e Rússia, destacando a condenação da invasão desde o princípio e o compromisso do país com uma solução pacífica.

O embaixador esclareceu que o Brasil mantém uma posição neutra no campo militar, sem apoiar diretamente Kiev ou Moscou. Ele explicou que, moralmente, o governo condena a invasão, mas militarmente adota uma postura de neutralidade.

Essa neutralidade gerou tensões entre Brasil e Ucrânia, com o governo ucraniano demonstrando insatisfação diante da percepção de que o Brasil não adotou uma postura mais firme contra a Rússia e teria sinalizado apoio a Moscou em alguns momentos.

Como reflexo dessa tensão, a Ucrânia optou por não nomear um embaixador no Brasil recentemente, um gesto diplomático significativo.

Além disso, a relação entre os presidentes Lula e Zelensky também enfrentou dificuldades, como demonstrado pela rejeição do líder ucraniano a ligações do presidente brasileiro durante comemorações do Dia da Vitória na Rússia em 2025.

Contudo, a paz foi restabelecida com uma reunião positiva entre ambos na Assembleia Geral da ONU, onde discutiram o conflito por aproximadamente uma hora. Volodymyr Zelensky valorizou o diálogo, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva comprometeu-se a buscar soluções de paz junto a outras autoridades mundiais.

Veja Também