A votação para o segundo turno das eleições presidenciais do Brasil começou no exterior com a abertura das urnas na Nova Zelândia, às 16h deste sábado (24/10). O país foi o primeiro a iniciar o processo de votação fora do Brasil. Poucas horas depois, às 18h no horário de Brasília, as sessões eleitorais também abriram em três cidades australianas: Canberra, Melbourne e Sydney.
Devido às diferenças de fuso horário, os horários para início da votação variam entre os países. Após a Nova Zelândia, a Austrália continuará com a votação às 18h e 19h em diferentes regiões, seguida por Japão, Coreia do Sul e Timor Leste às 20h.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 916.534 brasileiros que vivem no exterior estão aptos a votar, distribuídos em 134 países com zonas eleitorais. No primeiro turno, pouco mais de 300 mil desses eleitores compareceram às urnas.
Mais de 40 mil votos são disputados no exterior entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Esse número representa eleitores que não votaram em nenhum dos dois no primeiro turno e que agora podem escolher um dos candidatos no segundo turno.
No primeiro turno, o presidente Lula obteve vantagem sobre Flávio Bolsonaro, com 157,3 mil votos contra 143,9 mil. A diferença foi de cerca de 13 mil votos. A abstenção de eleitores no exterior também foi significativa, com níveis recordes superiores aos das últimas quatro eleições. Lisboa, em Portugal, foi a cidade com maior abstenção, registrando quase 50 mil eleitores que não votaram.
Eleitores que não compareceram no primeiro turno ainda podem votar no segundo, desde que estejam com o título de eleitor regular. Quem não votou em 4 de outubro deve justificar a ausência até 3 de dezembro, ou pagar multa para evitar o cancelamento do título.
Apesar do aumento de 31,82% na base eleitoral brasileira no exterior, o total de eleitores fora do país representa apenas 0,58% do eleitorado geral do Brasil, segundo o TSE.


