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Mundo

Eleições EUA: confira a apuração dos votos em tempo real

Arte/Metrópoles

Os Estados Unidos iniciaram a contagem dos votos das eleições de meio de mandato, que definirão a nova composição da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. Às 20h, horário de Brasília, as urnas fecharam em partes dos estados de Indiana e Kentucky, e os resultados começaram a ser contabilizados.

O resultado da apuração começa a sair ainda na noite desta terça-feira (3/11), mas a contagem total poderá levar vários dias. Nas eleições de meio de mandato anteriores, o controle da Câmara só foi decidido após mais de uma semana de apuração.

As urnas fecharam em diferentes estados nos seguintes horários, em Brasília:

  • 20h: Indiana e Kentucky
  • 21h: Geórgia, Carolina do Sul, Vermont, Virgínia e maior parte da Flórida
  • 21h30: Carolina do Norte, Ohio e West Virginia
  • 22h: Alabama, Connecticut, Delaware, Distrito de Columbia, Illinois, Kansas (maior parte), Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan (maior parte), Mississippi, Missouri, New Jersey, North Dakota (maior parte), Oklahoma, Pennsylvania, Rhode Island, South Dakota (maior parte) e Tennessee
  • 22h30: Arkansas
  • 23h: Arizona, Colorado, Louisiana, Minnesota, Nebraska, New Mexico, New York, Wisconsin e Wyoming; além das partes restantes de North Dakota, South Dakota e Texas
  • 0h de quarta: Idaho (maior parte), Montana, Nevada e Utah
  • 1h: Califórnia, Washington e Oregon
  • 2h: Havaí
  • 3h: Alasca

O pleito ocorre em um momento de desgaste para a administração do presidente republicano Donald Trump, que enfrenta queda na aprovação por causa da guerra prolongada contra o Irã e do aumento do custo de vida.

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Nas eleições de meio de mandato de 2026, estão em disputa 35 cadeiras no Senado, 36 cargos de governador e todas as 435 vagas da Câmara dos Representantes. Além disso, várias propostas populares estarão em votação, abordando temas como administração eleitoral e acesso ao aborto.

Os democratas planejam retomar o controle das duas casas do Congresso. Para isso, precisam conquistar pelo menos quatro cadeiras no Senado e alcançar 218 cadeiras na Câmara.

O que está em jogo?

As eleições de meio de mandato ocorrem a cada dois anos, entre as eleições presidenciais, e servem como uma avaliação do governo em exercício. Diferentemente da eleição presidencial, não há candidatos para a Casa Branca.

O resultado costuma refletir o grau de satisfação dos eleitores com o governo atual. Serão renovadas todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado. Deputados têm mandatos de dois anos, senadores de seis anos.

Atualmente, os republicanos ocupam 218 cadeiras na Câmara, contra 214 dos democratas. Para retomar o controle, os democratas precisam ganhar quatro assentos. No Senado, os republicanos têm 53 vagas e democratas e independentes aliados somam 47; a oposição precisa de 51 para a maioria.

O Congresso é responsável por criar leis federais e fiscalizar o Poder Executivo. Uma mudança na maioria pode afetar a aprovação de projetos do governo e o equilíbrio político em Washington.

Apelo final de Trump

Na véspera da votação, Donald Trump reforçou o pedido de votos para manter a maioria republicana. Em discurso em Washington, declarou que essa eleição é “a mais importante de sua vida” e criticou os democratas, chamando-os de mais extremistas e perigosos da história dos EUA.

Trump acusou os adversários de defenderem fronteiras abertas, aumento de impostos e restrições ao porte de armas, além de políticas que, segundo ele, elevariam os custos de energia e aumentariam a imigração.

Ele destacou o desempenho econômico de sua administração e pediu que os apoiadores votem como se ele próprio estivesse na disputa.

Apesar disso, parte do eleitorado está insatisfeita com o custo de vida, e alguns estrategistas republicanos criticam Trump por dar atenção a projetos de construção de monumentos enquanto a economia enfrenta desafios.

Consequências de uma derrota

Se os democratas conquistarem o controle de pelo menos uma das casas do Congresso, isso representará uma mudança significativa na relação entre Legislativo e Executivo.

Com a Câmara nas mãos da oposição, o partido poderá comandar comissões, convocar membros do governo e abrir investigações, além de dificultar a aprovação de medidas do presidente.

Também poderá ganhar força a possibilidade de um processo de impeachment contra Donald Trump, já que a Câmara pode apresentar acusações formais, e o Senado realiza o julgamento político.

No Senado, a mudança de maioria permitirá à oposição dificultar a nomeação de cargos de alto escalão, embaixadores e juízes federais, incluindo vagas na Suprema Corte.

Trump ainda pode usar ordens executivas, mas enfrentará mais resistência para avançar sua agenda legislativa.

O resultado das eleições também terá impacto nas articulações para a eleição presidencial de 2028, na qual Donald Trump não poderá concorrer devido ao limite de mandatos.

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