O Hospital Israelita Albert Einstein, localizado em São Paulo, reagiu firmemente às declarações feitas pelo cardiologista Clederson Henry Dina. Em comunicado oficial, a instituição destacou que não apoia manifestações discriminatórias e que as opiniões expressas por profissionais individualmente não refletem o posicionamento do hospital.
Clederson Henry Dina publicou em suas redes sociais comentários ofensivos, afirmando que não atenderia eleitores do Partido dos Trabalhadores, chamando-os de “vagabundos”. O hospital reforçou que conta com aproximadamente 20 mil médicos, entre autônomos e contratados, e que repudia qualquer tipo de discriminação, enfatizando que tais atitudes violam os princípios éticos da instituição.
O caso está sendo conduzido conforme o código de ética e as normas internas do Hospital Israelita Albert Einstein. A publicação feita pelo médico foi removida poucas horas após sua postagem, e ele bloqueou o acesso ao seu perfil em redes sociais.
A Associação Paulista de Medicina (APM) também se manifestou, ressaltando que divergências políticas devem ser respeitadas, mas não podem justificar ataques pessoais ou atitudes de intolerância. A recusa de atendimento por motivos ideológicos contraria o Código de Ética Médica, que proíbe qualquer discriminação e exige que profissionais prestem atendimento em situações de urgência e emergência.
O hospital segue analisando internamente a situação e a reportagem tentou contato com o médico envolvido.


