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domingo, 31/08/2025

Eduardo critica PGR por pedido de prisão de Bolsonaro: a quem interessa?

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Em Brasília

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou suas redes sociais para comentar as alegações finais apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no processo criminal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) contra seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Em publicação na rede X, Eduardo afirmou: “PGR solicita até 43 anos de prisão para Jair Bolsonaro. A quem isso beneficia?”.

Confira a mensagem:

PGR Gonet solicita até 43 anos de pena para @jairbolsonaro por:

  • Tentativa de golpe
  • Abolição violenta do Estado democrático de direito
  • Organização criminosa armada
  • Dano qualificado
  • Deterioração de patrimônio histórico

A quem isso beneficia?

— Eduardo Bolsonaro (@BolsonaroSP) 15 de julho de 2025

No momento, Eduardo Bolsonaro está afastado de sua função nos Estados Unidos e convocou uma coletiva de imprensa para 17 de julho para discutir seu futuro político. Ele acredita que o ex-presidente norte-americano Donald Trump seja o único capaz de conter o que chama de abusos do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Em 9 de julho, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros como retaliação à pressão judicial que envolve Bolsonaro.

Na noite de segunda-feira (14/7), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, entregou ao STF as alegações finais da ação penal nº 2.668, que apura uma suposta conspiração golpista. Além de Bolsonaro, sete outros envolvidos fazem parte do núcleo principal da investigação.

Crimes apontados

O documento de 517 páginas solicita a condenação de Bolsonaro pelos seguintes crimes:

  • Liderança de organização criminosa
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Golpe de Estado
  • Dano qualificado por violência
  • Ameaça grave ao patrimônio público, com considerável prejuízo e dano a patrimônio protegido

Os demais acusados no caso são:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Mauro Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha do Brasil.

Após a entrega das alegações finais por Gonet, inicia-se o prazo para que a defesa do ex-ajudante de ordens e delator Mauro Cid se manifeste. Depois de 15 dias concedidos a Cid, começa o prazo conjunto para as demais defesas, incluindo a de Bolsonaro.

A relatoria do processo está a cargo do ministro Alexandre de Moraes.

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