Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Economia

Eduardo Braga será relator do orçamento para 2027

Jefferson Rudy/Agência Senado

Eduardo Braga, líder do MDB no Senado, foi escolhido para ser o relator do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027 na Comissão Mista de Orçamento (CMO). Esse projeto passa pela CMO antes de ir para votação na Câmara e no Senado.

A proposta enviada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso prevê um superávit de R$ 18,6 bilhões para o ano de 2027. No entanto, o projeto precisa ser ajustado para incluir medidas anunciadas antes da eleição, como a compra de dívidas de famílias e o reajuste do Bolsa Família.

O tamanho dessas alterações ainda não está definido, mas elas serão apresentadas em uma mensagem modificativa depois que o relator assumir suas funções. A escolha de Braga foi anunciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante uma reunião com líderes partidários.

Braga também será o relator na Comissão de Assuntos Econômicos do projeto que trata da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo que vai substituir PIS, Cofins e IOF sobre seguros a partir de 2027.

Braga é visto no governo como alguém que dialoga bem com a equipe econômica e os líderes do Congresso. Ele já foi relator da reforma tributária no Senado, aprovada em 2024.

Além da PLOA, parlamentares esperam debates difíceis sobre a alíquota da CBS. A Lei Orçamentária Anual define como o governo vai gastar e investir o dinheiro público. Antes da votação do orçamento, é preciso aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que ainda não tem relator.

Os membros da CMO estiveram em reunião para definir o calendário de tramitação e decidir quem será o responsável pelo relatório da LDO. Essa decisão ficou para o dia seguinte, após indicações formais.

É provável que a relatoria da LDO fique também com um senador, já que em 2025 esse cargo foi ocupado por um deputado. Este ano, devido ao calendário eleitoral, a comissão de orçamento teve poucos encontros.

O prazo para a votação é curto. Os dois projetos precisam ser aprovados na CMO e depois nas duas casas legislativas até 22 de dezembro.

Em anos recentes, a aprovação do orçamento federal enfrentou atrasos. Em 2025, por exemplo, o governo começou o ano sem orçamento aprovado, conseguindo aprovação apenas na segunda metade de março.

Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.