Eduardo Bolsonaro, ex-deputado, divulgou um vídeo em inglês pedindo que países estrangeiros não reconheçam a vitória do presidente Lula sobre seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, nas eleições, e que pressionem para anular o resultado.
Ele afirma que a eleição foi fraudulenta e insiste que é necessária a pressão internacional para impedir que o resultado seja aceito. Eduardo, que perdeu seu mandato em dezembro passado, está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em 2026, foi condenado pelo STF por coagir autoridades brasileiras, tentando impedir investigações sobre um plano golpista. Seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumpre pena por tentativa de golpe.
No vídeo, Eduardo cita os votos recebidos por candidatos derrotados no primeiro turno para argumentar que não foi possível o aumento da votação do Lula no segundo turno. Ele não considera, contudo, que mais pessoas compareceram às urnas no segundo turno deste ano.
A votação teve participação recorde, com mais de 128 milhões de eleitores comparecendo para votar, e o Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do Flávio Bolsonaro. Essa foi a primeira virada histórica nas urnas entre os dois.
Eduardo também critica a prorrogação do horário de votação das 17h para as 19h, medida aprovada pelo ministro do STF Cristiano Zanin a pedido da campanha do Lula, devido à falta de transporte em várias cidades do país. Essa decisão foi inédita desde a adoção das urnas eletrônicas.
O segundo turno teve problemas de transporte público em oito estados, o que motivou investigações da Polícia Federal. A campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou a prorrogação do horário de votação em algumas cidades por causas climáticas.
No vídeo, Eduardo associa o ministro Cristiano Zanin ao presidente Lula e acusa o ministro de alterar as regras da eleição no meio do processo, o que é contestado, pois a decisão teve impacto mínimo nos votos totais registrados.
Apesar das contestações, a prorrogação das urnas não alterou o resultado final, já que apenas 0,03% dos votos foram computados após as 17h. Flávio Bolsonaro havia anunciado anteriormente que respeitaria o resultado da eleição, independentemente do resultado.


