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domingo, 31/08/2025

Edinho apoia Haddad para eleições em SP e pede união no governo Lula

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Catia Seabra
Brasília, DF (FolhaPress)

Edinho Silva, eleito presidente do PT, apoia a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nas eleições de 2026 em São Paulo, seja para governador ou senador.

Edinho, que assume o PT em agosto, ressalta que o presidente Lula precisa de uma base forte no estado para a reeleição. Ele acredita que todos os membros do partido devem participar da campanha, independentemente do cargo.

“Não sei para qual cargo o Haddad deve concorrer, mas acredito que ele deve participar. Os melhores lideranças precisam estar na disputa de 2026”, disse Edinho.

Edinho já foi prefeito de Araraquara, vereador, deputado estadual e ministro da Comunicação no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele também coordenou a campanha financeira de Dilma em 2014.

Ele criticou a definição da política econômica do governo como “austericida”, levantada pela ex-presidente do PT, Gleisi Hoffmann, considerando isso um erro.

Edinho afirmou que não há governo vitorioso com um ministro da Fazenda fraco. “O governo do Lula será forte e vencedor se o ministro da Fazenda for forte e vitorioso.”

Ele defende que as diferenças internas sejam resolvidas dentro do partido e destacou a importância da unidade, mesmo elogiando Gleisi Hoffmann como uma líder histórica do PT.

Sobre as disputas dentro da equipe do governo, conhecidas como “fogo amigo”, Edinho afirma que todos os ministros devem apoiar o projeto liderado pelo presidente. Ele critica quando interesses pessoais se sobrepõem ao bem do país.

“Quando há fogo, não é amigo. Precisamos pacificar. O governo do Lula é um projeto para o Brasil, e todos os ministérios devem apoiar isso.”

Edinho esclarece que os ministros não podem ser responsabilizados pela falta de apoio do Legislativo, que tem mais poder sobre o orçamento. Ele destaca que o presidencialismo de coalizão está enfraquecido e que só o Lula consegue liderar uma reconciliação política no país.

Sobre a proposta de um plebiscito para escolher o sistema de governo, feita pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner, o novo presidente do PT recomenda um debate nacional e considera o plebiscito uma opção caso esse impasse persista.

Defensor do diálogo na política, Edinho justifica a veiculação de vídeos do PT criticando a rejeição do aumento do IOF, necessário para viabilizar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000. Ele avalia que o Congresso minimizou a força do presidente, o que exigiu resposta do partido.

Segundo Edinho, o maior patrimônio do PT é o governo do presidente Lula, que será defendido por ele com todas as forças a partir da presidência do partido.

Ele também aponta a necessidade de discutir o fim dos privilégios no Brasil e destaca o debate sobre justiça tributária promovido pelo governo e pelo PT.

Edinho classificou as sanções econômicas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil como uma das maiores agressões diplomáticas já sofridas pelo país.

Critica o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por não ter sido firme inicialmente contra essa decisão, pois, segundo ele, os interesses de São Paulo e do Brasil deveriam vir primeiro.

Para Edinho, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, é um dos principais responsáveis por aumentar riscos de uma nova guerra mundial econômica, e os países democráticos devem se unir para conter essa ameaça.

Sobre sua futura missão como presidente do PT, Edinho destaca o desafio de fortalecer o partido para o período após o mandato do presidente Lula e unificar suas diferentes correntes.

“Não serei presidente apenas de uma parte do PT. Vou trabalhar para unir o partido. Acredito que o PT só será forte se estiver unido.”

Mesmo enfrentando resistência da ala esquerda do partido em sua eleição, Edinho rejeita a ideia de que o PT se torne um partido de centro, afirmando que isso é impossível.

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