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eBay completa 25 anos com poucos motivos para comemorar

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Companhia que dominou no comércio eletrônico no fim dos anos 1990 perdeu espaço e agora não é nem a principal rival da Amazon no e-commerce  

eBay: site de compras online perdeu a vice-liderança das vendas em maio pela primeira vez em sua história (Andrew Harrer/Bloomberg)

O dia 3 de setembro de 2020 marca o aniversário de 25 anos do eBay. Fundada em 1995, a companhia chegou a liderar e-commerce americano no começo dos anos 2000. A popularização do varejo digital, porém, trouxe novos competidores à disputa e, mesmo com número saudáveis, a batalha contra gigantes como Amazon e Walmart parece estar cada vez mais complicada.

A companhia foi fundada por Pierre Omidyar e estruturada na região de San Jose, na Califórnia. A ideia era de que a plataforma, então chamada de Auction Web, pudesse ajudar o empreender a vender itens próprios na internet, como um apontador quebrado por 14,83 dólares. Rapidamente e com a popularização da internet nos EUA, o site tornou-se a principal plataforma comércio eletrônico de produtos usados, seja por venda direta ou por leilão.

A companhia empolgou o mercado. Quando realizou seu IPO, em 1998, as ações anunciadas por 18 dólares subiram para 53 dólares, tornando Omidyar bilionário. A companhia atingiu valor de mercado de quase 1,9 bilhão de dólares em seu pregão inicial. O valor era bem acima das previsões de analistas financeiros que estivam que a companhia atingiria uma avaliação próxima de 1 bilhão de dólares.

Mais de duas décadas se passaram desde então e não muito o que se comemorado no dia de hoje. Em junho deste ano, o eBay perdeu a vice-liderança do e-commerce americano para o Walmart. De acordo com a consultoria eMarketer, o eBay deteve 4,5% das vendas online do mês de maio contra m percentual de 5,8% da rival. A Amazon lidera com uma folgada fatia de 38%. Apple (3,5%) e Home Depot (1,9%) seguem na sequência.

No mercado a situação segue estável. Ou melhor, bem saudável. Desde o começo do ano, os papéis do eBay já subiram 50% e o valor de mercado já é superior a 37,8 bilhões de dólares. Para efeito de comparação, as ações do Walmart subiram “apenas” 23% no mesmo período. A varejista, porém, está avaliada em mais de 408 bilhões de dólares.

O fato de o eBay valer menos de um décimo do Walmart e ter valor de mercado pelo menos 40 vezes menor do que a Amazon mostra mais do que apenas um futuro cada vez mais monopolizado pelas gigantes da tecnologia. É uma lembrança de que a internet mudou e quem não se adaptou a nova forma de fazer negócios vai ficar cada vez mais preso ao passado.

Quando adquiriu o PayPal, de Elon Musk, em 2002 por apenas 1,5 milhão de dólares, o eBay dava um passo importante para facilitar as transações financeiras. Mas não foi o suficiente para combater o crescimento da Amazon no mesmo período. Curiosamente, hoje o PayPal, que não pertence mais ao eBay, é cinco vezes maior do que seu antigo dono, valendo 228 bilhões de dólares.

A separação, feita em 2015, inclusive, foi um golpe duro nas receitas do eBay. Mesmo que venha se recuperando lentamente ao longo dos últimos anos, o faturamento da empresa ainda está distante de seus dias de glória, em 2014. Mesmo com alta de 18,2% no faturamento trimestral de 2020 ante o período de 2019, o valor de 2,8 bilhões de dólares ainda é mais de 30% menor do que os 4,1 bilhões de dólares obtidos no mesmo trimestre de 2014.

Mas é preciso destacar um ponto positivo: se não está mais em sua melhor forma, o eBay segue sendo uma empresa saudável. No segundo trimestre deste ano, a companhia teve lucro líquido de 746 milhões de dólares – 85% a mais do que no mesmo trimestre de 2019. No semestre, o lucro líquido já é de 4,1 bilhões de dólares, quatro vezes maior do que no ano passado. Os números podem não ser os mais altos da indústria, mas pelo menos não são pintados de vermelho.

 

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E-commerce já tem 600 empresas no Brasil, mostra mapeamento inédito

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Crescimento das vendas pela internet impulsiona a criação de novos negócios que oferecem diferentes serviços para o varejo online

Centro de distribuição do Magazine Luiza: a pandemia levou a um crescimento recorde das vendas pela internet no Brasil (Germano Lüders/Exame)

O mercado de comércio eletrônico brasileiro já é atendido por quase 600 startups e empresas, que oferecem os mais diversos serviços em diferentes áreas de atuação. O dado faz parte do estudo Scape Report E-commerce 2020/2021, produzido pela Pipeline Capital, consultoria especializada em operações de fusão e aquisição e captação de investimentos no setor de tecnologia.

O estudo traz um mapeamento inédito das principais empresas que atuam no comércio eletrônico no Brasil, em diferentes áreas. São ao todo 598 empresas identificadas em nove categorias.

A maior delas é a categoria de marketing e vendas, com 168 empresas (28% do total) – incluindo desde agências de marketing digital e plataformas de gestão de clientes (CRM) a serviços online de comparação de preços e empresas que oferecem programas de fidelidade.

Também foram mapeadas no estudo empresas das áreas de implementação e plataformas de e-commerce, meios de pagamento, marketplaces, gestão das operações, logística, atendimento a clientes, segurança e suporte.

O crescimento das vendas pela internet no país tem impulsionado o surgimento de um número crescente de empresas para oferecer diferentes serviços para varejistas que apostam cada vez mais no canal digital.

No primeiro trimestre de 2020, as vendas pela internet tiveram crescimento recorde e movimentaram 38,8 bilhões de reais, um volume 47% maior do que no mesmo período de 2019. Os dados são da consultoria Ebit Nielsen. O número de pedidos cresceu 39%, somando 90,8 milhões de transações.

O crescimento foi puxado, naturalmente, pelo fechamento do comércio de rua na fase mais aguda da quarentena durante a pandemia do novo coronavírus. Como alternativa, as pessoas passaram a fazer mais compras pela internet. Mas a digitalização das vendas tende a continuar.

“O e-commerce brasileiro passa hoje pela sua maior diversificação desde as primeiras operações em meados dos anos 1990, como o estudo Scape Report de E-commerce deixa claro”, diz Pyr Marcondes, sócio da consultoria.

Segundo ele, existe hoje uma pulverização dos serviços relacionados ao e-commerce e também uma alta demanda por inovação constante nos modelos de negócios das empresas que atuam no setor.

“Para 2021, todas essas tendências devem se aprofundar. Veremos nascer novos subsetores, novas plataformas internacionais vão desembarcar no Brasil e algumas novas serão criadas aqui mesmo. Deverá ser um dos setores mais promissores e pujantes da economia do país”, afirma Marcondes.

O estudo está disponível para download no site da consultoria.

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Como Steve Jobs “previu” o fim do Adobe Flash Player

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Co-fundador da Apple rejeitou o padrão desde 2010, por considerá-lo obsoleto

Jobs: Flash servia bem para computadores, mas não para dispositivos touch (Bloomberg / Colaborador/Getty Images)

Apesar do encerramento do suporte — e das atividades — do padrão terem fim recente, Steve Jobs já o rejeitava desde 2010 por considerá-lo obsoleto. Em uma carta aberta publicada no site da Apple em abril do mesmo ano, chamada “Thoughts on Flash”(Pensamentos sobre o Flash), o executivo da Apple afirmava que o Flash havia sido desenvolvido para computadores que usavam mouse e que, por isso, não via razão para adotá-lo em iPhones ou iPads.

Na época, a Adobe não ficou nada feliz com a declaração de Jobs — e as ações da companhia caíram 3% após a declaração de Jobs.

Contudo, anos depois, Bob Burrough, co-cirador do iPhone, afirmou que Steve Jobs não negou o uso do Flash de antemão, mas chegou a testar o Flash para seus equipamentos em 2008. Outro fator que contribuiu para a decisão estava no fato de que a empresa  não dava o suporte necessário à Apple quando era necessário consertar problemas simples de engenharia de software. De acordo com as declarações de Burrough, Jobs lamentou a falta de uma relação próxima entre as duas companhias.

O tempo provou que Jobs tomou uma decisão inteligente. O encerramento do Flash faz sentido para a companhia e dá a vez a padrões mais novos, além de seguir a uma decisão tomada em 2017, quando Apple, Adobe, Google, Microsoft, Mozilla e Facebook concordaram em remnover o conteúdo e tecnologia Flash de seus produtos. Além disso, os principais navegadores devem remover o plug-in de suas plataformas até o fim deste mês.

 

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YouTube suspende conta de Trump citando potencial de violência

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O Youtube, que pertence ao Google, disse ainda que decidiu desabilitar os comentários do canal de Trump por tempo indeterminado

Trump fala a jornalistas antes de viajar ao Texas 12/01/2021 REUTERS/Kevin Lamarque (Kevin Lamarque/Reuters)

O YouTube removeu um vídeo publicado pela conta do presidente Donald Trump e impediu que o canal divulgue novos conteúdos por um período de sete dias. A empresa comunicou a decisão há pouco, por meio da sua conta no Twitter destinada a avisos de imprensa.

“Após revisão e à luz das preocupações sobre um potencial contínuo de violência, removemos o novo conteúdo publicado pelo canal de Donald J. Trump por violação das nossas políticas”, escreveu o YouTube. “Agora ele tem seu primeiro aviso e estará temporariamente impedido de enviar novo conteúdo por um mínimo de 7 dias.”

A empresa, que pertence ao Google, disse ainda que, devido a preocupações com violência, decidiu desabilitar a seção de comentários do canal de Trump por tempo indeterminado.

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O que é a rede social Parler, usada por adoradores de Trump

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Banida das lojas de aplicativos após invasão no Capitólio, rede social era opção predileta da direita radical

Parler: a rede social recebeu quase 1 milhão de instalações após eleição de Joe Biden (Jaap Arriens/NurPhoto/Getty Images)

Após a invasão feita por apoiadores de Trump no Capitólio em Washington, nos Estados Unidos, na última quarta-feira (6), e o banimento do presidente Donald Trump das redes sociais, as atenções se voltaram para o aplicativo Parler, uma rede social parecida com o Twitter.  Favorita dos trumpistas, a rede social foi essencial para organizar o ataque que tentou impedir a confirmação da vitória do democrata Joe Biden e virou refúgio para os apoiadores de Trump diante da postura mais ativa das redes sociais de bloquear mensagens que incentivam a violência ou promovem a desinformação.

Junto com o banimento de Donald Trump em diversas redes sociais, não demorou para que as gigantes Google, Apple e Amazon se manifestassem contra o aplicativo que poderia potencialmente influenciar mais um tumulto — desta vez, na posse de Joe Biden, que acontecerá no dia 20 de janeiro.

Hoje (11), o aplicativo foi banido das lojas de aplicativos da Apple e do Google. A Amazon anunciou que não forneceria seus serviços de computação em nuvem para a rede. O CEO do Parler, John Matze, afirmou em sua última postagem na rede que o aplicativo “provavelmente ficará inativo por mais tempo do que o esperado” por conta de fornecedores “abandonando” o Parler.

Mas, afinal, o que é a rede social que, para muitos, apareceu tão rápido quanto desapareceu?

O que é o Parler

Parler é uma rede social semelhante ao Twitter, descrita como uma “plataforma de comentários e notícias sociais”. Ela ganhou atenção de apoiadores de Donald Trump, extremistas, conservadores e fãs de teorias da conspiração por se anunciar como um aplicativo que “apoia a liberdade de expressão”. Na realidade, a falta de moderação torna o aplicativo um espaço perfeito para a divulgação de fake news e desinformação.

Em novembro, postagens feitas por Trump no Twitter afirmando que a eleição havia sido fraudada pelo Partido Democrata foram sinalizadas como potencialmente falsas pelos moderadores da rede social. Uma análise do New York Times apontou que 15 das 44 publicações do presidente receberam algum tipo de marcação.

Em postagem, o Twitter afirmou ter marcado cerca de 300.000 tuítes de diversos usuários sobre as eleições como potencialmente enganosos.

Restrições como estas, que também aconteceram no Facebook, tornaram o Parler o refúgio de adoradores do presidente americano. De acordo com informações do The Verge, o aplicativo recebeu quase 1 milhão de downloads entre os dias 3 e 8 de novembro, durante a semana da eleição nos Estados Unidos.

Como é o conteúdo do Parler

Em poucos meses, a rede social se tornou um espaço repleto de mensagens que destilam misoginia, xenofobia, racismo, anti-semitismo e, principalmente, ódio aos democratas americanos.

“Acabe com isso, Senhor Presidente. Julgue, enforque ou atire neles publicamente. Os traidores, ladrões e pervertidos que deixaram nosso abençoado país como refém”, publicou o usuário IMPatriotRU.

“Para todos os democratas: isso não é um videogame. Existem muitos veteranos que vão gostar de dar um tiro em seus cérebros. Muitos de nós mal podem esperar por isso. Pensei que gostariam de saber”, escreveu o usuário Josephcarson607.

Na semana após a invasão ao Capitólio, muitos usuários começaram a falar sobre um apagão nacional que seria divulgado pelo presidente Donald Trump através do sistema de transmissão de Emergência nos Estados Unidos. Não há nenhum indício que a informação seja verdadeira.

A postagem do usuário linwood sobre o apagão foi vista por mais de 700 mil usuários antes do aplicativo ser banido. Nele, ele escreve: “Nós temos um homem de coragem e fé no comando. Ele estará no comando por mais 4 anos de acordo com o Estado de direito”.

O Parler é usado no Brasil?

O presidente Jair Bolsonaro também é usuário da rede social desde julho de 2020 junto com seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.

 

De acordo com a Bloomberg, no mês que ambos anunciaram sua presença na rede social, metade das instalações do aplicativo foram de brasileiros. O nome de usuário do presidente pode ser encontrado facilmente em sua descrição no Twitter.

Bolsonaro anunciando Parler no Twitter

Agora, com o banimento do aplicativo na App Store e na Google Play Store, fica inconclusivo para onde os apoiadores de Trump e Bolsonaro irão migrar. Algumas redes sociais menos conhecidas, como o Minds, MeWe, Gab e até o aplicativo de mensagens Telegram vêm sendo promovidos por usuários como possíveis opções.

 

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Bitcoin passa Facebook em valor de mercado e Winklevoss não perdoa: ‘Faz sentido’

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Se fosse uma empresa, bitcoin seria hoje a 7ª maior do mundo; ao passar valor de mercado do FB, Cameron Winklevoss faz provocação no Twitter

(Dado Ruvic/Reuters)

A recente alta do bitcoin, cujo preço varia de acordo com a lei da oferta e procura, aumentou também o valor de capitalização de mercado do criptoativo, que é a multiplicação do preço pelo total de unidades do ativo em circulação. As duas coisas andam praticamente lado a lado. Se uma sobe, a outra tende a acompanhar. Assim, além de mais caro, o bitcoin está também com uma capitalização de mercado maior — atualmente, acima de 772 bilhões de dólares, segundo o site “Coin Market Cap“.

Se fosse uma empresa, o Bitcoin seria a sétima mais valiosa do mundo, atrás apenas de Apple, Saudi Aramco, Microsoft, Amazon, Alphabet (Google) e Tesla — com exceção desta última, cujo “market cap” é de 832,72 bilhões de dólares, as outras seis empresas têm capitalização de mercado superior a 1 trilhão de dólares (Apple e Saudi Aramco passam de 2 trilhões).

Com a alta dos últimos dias, a capitalização de mercado do bitcoin superou a de gigantes como Facebook (759,04 bilhões de dólares), Tencent (746,67 bilhões) e Alibaba (647,03 bilhões). Maior empresa de pagamentos do mundo, a Visa tem “market cap” de 472,79 bilhões de dólares, e já tinha sido superada pelo bitcoin desde o final de dezembro de 2020. Os dados são do site “Companies Market Cap“.

O bitcoin “ultrapassou” o Facebook nesta sexta-feira (8). Cameron Winklevoss, que, antes de criar a exchange de criptoativos Gemini e se tornar um dos primeiros “bilionários do bitcoin”, travou batalha jurídica com Mark Zuckerberg por ter, supostamente, sido o verdadeiro criador do Facebook junto com seu irmão Tyler, não deixou a oportunidade passar batido: “O ‘market cap’ do bitcoin ultrapassou o do Facebook. Faz sentido que uma rede financeira valha mais do que uma rede social”, disse, no Twitter.

Atualmente, o bitcoin responde por 70,8% da capitalização de mercado de todos os criptoativos, também segundo o “Coin Market Cap”, que rastreia mais de 8 mil criptoativos. O mercado de criptoativos, aliás, ultrapassou a marca de 1 trilhão de dólares em capitalização de mercado pela primeira vez na história nesta semana.

O número, apesar de relevante e de indicar um aumento na adoção e interesse pelo criptoativos, ainda deixa o mercado bastante distante da soma de capitalização de mercado das empresas de capital aberto. Segundo o site “Companies Market Cap”, que rastreia 4.381 empresas, o “market cap” total delas ultrapassa 83 trilhões de dólares — mais de 80 vezes o mercado cripto. Este, por sua vez, também é muito mais recente.

A comparação entre a capitalização de mercado do bitcoin e de grandes empresas, não tem nenhum efeito prático, mas é utilizada como referência para medir a adoção e o desenvolvimento do mercado de criptoativos.

 

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

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