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É certeza que cidadão desarmado aumenta a violência, diz Bolsonaro

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Questionado se estaria disposto a voltar atrás caso o número de mortes aumente, respondeu: “Se é marginal que está morrendo, tem que liberar mais ainda”

Jair Bolsonaro no programa de Danilo Gentili, 30/05/2019 (Alan Santos/PR/Divulgação)

São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a violência no Brasil tem aumentado desde a instituição do Estatuto do Desarmamento, o que, em sua avaliação, indica que o País precisa de uma nova legislação sobre o assunto. “A certeza de que se vai encontrar o cidadão desarmado é que faz com que a violência cresça”, disse, em entrevista ao programa The Noite com Danilo Gentilitransmitida nesta sexta-feira, 31.

Questionado se estaria disposto a voltar atrás nos decretos de posse e porte de armas editados por seu governo caso o número de mortes por armas de fogo aumente, o presidente respondeu: “Agora, vou fazer uma polêmica aí. Vou querer saber se são pessoas de bem que estão morrendo ou bandidos. Se é marginal, tem que liberar mais armas ainda”.

Jair Bolsonaro apontou ainda que desde a assinatura do primeiro decreto sobre posse de armas de fogo, em janeiro, o “número de homicídios diminuiu em torno de 24%”. “Se foi por causa disso, eu não sei. Mas, se tivesse aumentado, a culpa era minha”, disparou.

Educação

Durante a entrevista, o presidente foi perguntado sobre as “trapalhadas” no Ministério da Educação (MEC). Para Bolsonaro, isso decorre do “aparelhamento” da pasta, uma herança dos governos petistas, diz. “Estamos conseguindo dar um norte (ao MEC)”.

Sobre as manifestações contra o corte de verba a universidades federais, o presidente voltou a classificar os estudantes como “inocentes úteis”, novamente se retratando por ter chamado os manifestantes de “idiotas úteis” logo após os atos do dia 15.

Reforma da Previdência

O presidente também reforçou a importância da reforma da Previdência para a recuperação da situação fiscal e da capacidade de investimento do País, afirmando que sua aprovação mostrará a investidores nacionais e estrangeiros que o Brasil está “fazendo o dever de casa”. Questionado sobre o que aconteceria num cenário sem a reforma, ele destacou que em “2022, no máximo, o Brasil quebra”.

Bolsonaro reconheceu as dificuldades de seu governo em montar uma base para aprovar o projeto de mudança nas regras de aposentadoria no Congresso, mas avaliou que isso será superado pelo poder de convencimento. De acordo com ele, mesmo os governadores da região Nordeste – que são majoritariamente de oposição – entendem a necessidade da reforma, “mas sabem que o desgaste é muito grande”.

O presidente minimizou os problemas de articulação política do governo, dizendo que “para mudar de paradigma leva tempo”. Sem usar a expressão “nova política”, ele voltou a rejeitar o “toma lá dá cá” ao apontar que “uma minoria” dos parlamentares continua tentando “interagir com o governo de uma forma que não deu certo no passado”.

Na entrevista, Jair Bolsonaro afirmou ainda que “pela primeira vez na história” um presidente busca cumprir suas promessas de campanha. Nesse sentido, ele reiterou a intenção de extinguir a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e disse que o secretário de Desestatização do governo, Salim Mattar, “está tratando do assunto”.

 

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UBSs recebem 300 mil testes sorológicos; saiba quando fazê-lo

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Doados pela Receita Federal e aprovados pela Fiocruz, esses exames já estão disponíveis nas regiões Norte, Central, Centro-Sul e Leste

As unidades da rede pública de saúde do Distrito Federal dispõem de dois tipos de testes para detectar a Covid-19: o RT-PCR (swab nasal), considerado pelos especialistas a técnica padrão-ouro no diagnóstico da doença, e o sorológico, que detecta anticorpos IgM em plasma ou soro. Os dois testes são feitos em pessoas que apresentam sintomas da Covid-19.

O exame que requer a coleta de sangue estará disponível, a partir desta terça-feira (4), em todas as UBSs das regiões de saúde Norte, Central, Centro-Sul e Leste. Nas regiões de Saúde Sul e Sudoeste, os exames não serão feitos em todas as unidades. Desta forma, quem reside nessas regiões deve procurar a unidade básica referência de sua quadra e, caso essa UBS não faça o teste, haverá o encaminhamento para fazê-lo em outra unidade, ou hospital.

Quem tiver sintomas da Covid-19 e residir em Ceilândia ou Brazlândia deve procurar a UBS mais próxima de sua casa onde será atendido, avaliado e, caso necessário, poderá ser encaminhado para fazer o teste na UPA ou hospital.

Quando pode ser feito
Em caso de sintomas da doença causada pelo novo coronavírus Sars-CoV-2, o cidadão deve procurar a UBS mais próxima de sua residência. Após avaliação criteriosa, o profissional de saúde indicará o exame ideal a ser feito. O teste RT-PCR é recomendado para pacientes que apresentam sintomas a partir do terceiro dia até o sétimo.

O sorológico é feito a partir do décimo dia dos sintomas, porque a produção de anticorpos IgM contra a Covid-19, pelo organismo humano, começa entre o sétimo e o décimo dia após a exposição viral, sendo o décimo quarto o pico do nível de IgM, que começa a diminuir posteriormente.

Por isso, é orientado que as coletas com esse tipo de exame ocorram, preferencialmente, nesse período após a exposição viral, em que há maior concentração desse anticorpo.


Teste Swab
É utilizado um cotonete para colher amostra da mucosa do fundo do nariz. Já o sorológico, diferente do teste rápido em que se colhe uma gota de sangue, é feito a partir da coleta de sangue venoso em um frasco para que a amostra seja processada em centrífuga de laboratório. Todas as unidades básicas de saúde estão abastecidas com os testes swab.


Resultado

O resultado do teste sorológico será disponibilizado após 48 horas. A equipe da UBS referência da região de residência também entrará em contato, por telefone, para informar o resultado, como já é feito com os testes RT-PCR.


Análise
Os 300 mil testes sorológicos que foram doados pela Receita Federal ao DF requerem processamento em laboratório para se obter o resultado. Como a maioria das unidades básicas não dispõe de estrutura para centrifugação, a Secretaria de Saúde organizou o fluxo de coleta na Atenção Primária.

Antes de serem distribuídos aos laboratórios, uma amostra dos testes foi encaminhada para análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para avaliação.

As unidades testadas apresentaram desempenhos de sensibilidade e especificidade satisfatórios, conforme laudo encaminhado à Secretaria de Saúde. Dessa forma, estão de acordo com os valores declarados pelo fabricante, que são: sensibilidade de 91,29% (variando entre 87,58% e 94,18%); especificidade de 98,34 % (variando entre 95,81 e 99,55%).

Com informações da Secretaria de Saúde/DF

 

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Sarampo: dose zero da vacina está disponível para bebês de seis a 11 meses

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Essa faixa etária é mais suscetível a casos graves e mortes pela doença

No primeiro quadrimestre do ano, 8.208 crianças com menos de um ano foram vacinadas contra o sarampo no DF. Foto: Divulgação | Secretaria de Saúde

crianças com idade entre seis a 11 meses para tomarem a chamada “dose zero” da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, mais suscetível a casos graves e óbitos pela doença. Devido ao surto de sarampo no país, é necessário que as crianças sejam vacinadas o quanto antes nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF.

“Essa faixa etária tem risco de maior complicação e óbito em decorrência do sarampo, por isso é muito importante que sejam vacinadas. Todas as crianças menores de um ano têm potencial maior de gravidade. Lembrando que a ‘dose zero’ é indicada somente para os bebês de seis a 11 meses de idade”, diz Fernanda Ledes, enfermeira da área técnica da Secretaria de Saúde.

A tríplice viral está disponível na rotina dos serviços de todas as salas de vacinas. Ela previne também contra rubéola e caxumba.

Um agravante da situação tem sido a baixa cobertura vacinal desse público-alvo no DF devido à pouca procura pelo serviço, mesmo antes da pandemia do novo coronavírus.

No primeiro quadrimestre do ano, 8.208 crianças com menos de um ano foram vacinadas contra o sarampo no DF, o que representou apenas 55,8% de cobertura vacinal. “O ideal é que, pelo menos, 95% dos bebês estejam vacinados”, ressaltou Fernanda Ledes.

A “dose zero” foi instituída pelo Ministério da Saúde em agosto de 2019 e não tem período determinado para acabar. A ação é uma resposta imediata em decorrência do aumento de casos da doença em alguns estados.

O Ministério da Saúde tem um planejamento de compra da vacina, tendo como base o número de pessoas que devem ser vacinadas, considerando as ações de rotina; as ações de bloqueio para interromper a cadeia de transmissão; e as doses adicionais para crianças de seis a 11 meses.

Dose zero

A “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a tríplice viral aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ª dose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses.

A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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Sanear-DF higienizará 97 escolas públicas de Ceilândia

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Mais de 50% dos colégios já foram sanitizados por equipes do programa

Das 686 escolas públicas espalhadas pelo DF, 355 foram sanitizadas em apenas uma semana | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

As 97 escolas públicas de Ceilândia recebem nesta semana a higienização necessária para combater o novo coronavírus. Responsável pela ação preventiva, o programa Sanear-DF começou, nesta segunda-feira (3), pela Escola Classe 12. Mesmo sem alunos, os colégios continuam recebendo servidores e pais de estudantes que buscam atividades para os filhos, além da Cesta Verde – arranjo composto de frutas e vegetais, juntamente com produtos básicos não perecíveis.

Veja mais no vídeo:

Das 686 escolas públicas espalhadas pelo Distrito Federal, 355 foram sanitizadas em apenas uma semana nas seguintes regiões administrativas: Candangolândia, Estrutural, Gama, Guará, Lago Sul, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria e Taguatinga. A sanitização das unidades escolares será feita a cada 15 dias, em ciclos. Quando chegar a vez da última escola, o serviço retornará para a primeira e assim por diante, até o fim do ano letivo.

“Nosso objetivo nesta parceria é preparar todos os ambientes escolares para a retomada das atividades presenciais com segurança sanitária para os estudantes, professores e toda a comunidade escolar”, afirma o secretário de Educação, Leandro Cruz.

O coordenador Regional de Ensino de Ceilândia, Marcos Antônio de Sousa, adianta que a previsão é sanitizar todos os centros de ensino ainda nesta semana. “Essa medida é associada a outras, como tapetes sanitizantes, álcool gel, máscaras, lavatórios e armários que desinfeccionam atividades recebidas por professores”, comenta.

Para o vice-diretor da Escola Classe 12, Paulo César de Almeida, a ação traz tranquilidade para a comunidade escolar que continua frequentando o colégio. “Estamos organizando tudo o que acontece aqui, como a entrega de materiais e alimentos, para que não ocorram aglomerações. Com esse tipo de medida, ficamos mais seguros e, consequentemente, mais confortáveis no ambiente”, destaca Paulo.

Cerca de 70 agentes do programa se revezam pelas cidades e utilizam hipoclorito de sódio para combater o coronavírus | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Sanear/DF nas escolas

Ao todo, 15 equipes do Sanear-DF atuam nas escolas do DF. São cerca de 70 agentes que utilizam hipoclorito de sódio, princípio ativo da água sanitária, para combater o coronavírus.

O primeiro colégio a receber a ação foi o Centro de Ensino Médio Urso Branco, no Núcleo Bandeirante. O secretário-executivo das Cidades, Valmir Lemos, explica que o Sanear-DF nas escolas faz parte de uma série de ações que o governo local tem executado para combater a doença.

“Estamos trabalhando para minimizar as possibilidades de contagem. Nosso objetivo é oferecer segurança para toda a comunidade escolar do DF”, salienta.

O programa foi proposto pela Secretaria Executiva das Cidades e pela Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival), em virtude do Decreto nº 40.550, de 23 de março de 2020.

Também fazem parte desse projeto as administrações regionais do DF; as secretarias de Comunicação, Transporte e Mobilidade, Segurança Pública, Políticas Públicas, Educação e DF Legal; o Serviço de Limpeza Urbana (SLU); o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF); o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF); e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

* Com informações da Secretaria de Educação

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Transplantes de medula óssea estão suspensos no DF por falta de medicamento

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Instituto de Cardiologia confirma falta de insumos e diz que procedimentos devem ser retomados em agosto. Unidade é única do Centro-Oeste a atender pelo SUS.

Fachada do Instituto de Cardiologia do DF — Foto: TV Globo/Reprodução

O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) suspendeu a realização de transplantes de medula óssea em pacientes com câncer devido à falta de medicamentos. O hospital é o único a realizar o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em toda região Centro-Oeste.

De acordo com o ICDF, o serviço está mantido apenas para procedimentos que não envolvem doadores, no caso de transplantes “autólogos”. Já os “alogênicos” – quando o paciente recebe células de familiares – e os “não aparentados”, células do banco de doadores de medula, estão suspensos desde abril.

“[Os transplantes] foram interrompidos temporariamente […] para adequação de insumos específicos para sua realização”, disse a direção do instituto em nota . O ICDF é administrado pela Fundação Universitária de Cardiologia (FUC). A estimativa de retorno é para o “final de agosto de 2020”.

Já a Secretaria de Saúde afirmou que, em janeiro, foi informada pelo ICDF de que o instituto “estava com dificuldades em adquirir alguns insumos e custear alguns procedimentos necessários ao transplante de medula óssea (TMO) alogênico”.

Falta remédio

O GDF também informou que a ala que seria usada para receber pacientes com leucemia, linfomas e mielomas foi destinada para o tratamento de pessoas com a Covid-19 durante a pandemia.

A secretaria disse ainda que os procedimentos de transplante são pagos pelo Ministério da Saúde e, após o faturamento, a secretaria do DF repassa o valor do serviço executado ao Instituto de Cardiologia. A reportagem aguarda um posicionamento da pasta federal sobre a falta da Filgrastima.

Longa espera

UTI Móvel estacionada em frente ao Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) — Foto: TV Globo/Reprodução

UTI Móvel estacionada em frente ao Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) — Foto: TV Globo/Reprodução

Com o procedimento suspenso, os pacientes com câncer e que necessitam de um transplante de medula óssea no Distrito Federal enfrentam a incerteza da espera. Já quem entrou na Justiça devido à urgência do procedimento foi encaminhado para a realização do transplante em São Paulo.

De acordo com fontes ouvidas , até este sábado (1º), cerca de 20 pessoas aguardavam por um transplante de medula óssea no DF. Se o procedimento clínico não for feito em tempo hábil, o paciente pode ir a óbito.

O ICDF não informou, no entanto, o total de pessoas à espera do transplante. De acordo com médicos hematologistas, o paciente pode ser curado caso tenha a possibilidade de receber células do próprio corpo. Já para pacientes que necessitam de doadores, a substituição das células do sangue, feita por meio do transplante, é a única chance de cura.

ICDF em crise

Em outubro de 2018 o Instituto do Coração do Distrito Federal suspendeu a marcação e a execução de procedimentos eletivos – aquele sem urgência, agendados previamente. À época, o hospital disse enfrentar instabilidade financeira e um “sério desabastecimento de insumos”.

Ao G1, o ICDF responsabilizou o governo do DF. Em um ofício enviado à Secretaria de Saúde, o hospital acusa a pasta de não realizar os pagamentos dos dois contratos vigentes. Já o GDF negou essa falha nos repasses.

Outros transplantes

O Instituto de Cardiologia do DF é uma instituição sem fins lucrativos que realiza atendimentos de alta complexidade cardiovascular e transplantes desde 2009.

Apesar da interrupção do atendimento a pacientes com câncer, o ambulatório e a enfermaria do ICDF seguem funcionando.

De janeiro a julho deste ano, o instituto realizou 90 procedimentos de transplantes. Neste período, 38 passaram por cirurgia de fígado, outros 24 de medula óssea, 14 de rim, 9 de coração e 5 de córneas.

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Enem 2020: pré-vestibular no DF abre 180 vagas gratuitas para estudantes de baixa renda

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Aulas serão pela internet. Oportunidade é para alunos de todo país; inscrições vão até dia 12 de agosto.

Caderno de provas do Enem 2019 – 1º dia — Foto: Ana Carolina Moreno/G1

Um curso pré-vestibular do Distrito Federal está com 180 vagas abertas para estudantes de baixa renda estudarem de maneira gratuita. Desta vez, a preparação dos alunos será para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), previsto para os meses de janeiro e fevereiro de 2020.

As aulas do Galt Vestibulares serão online, nos períodos matutino, vespertino e noturno, por conta da pandemia do novo coronavírus. Candidatos de todo o país podem se inscrever pela internet, até o dia 12 de agosto. O processo seletivo é limitado a até 1 mil inscritos, segundo a organização.

O curso preparatório atua no DF desde 2015. As aulas são voltada para alunos da rede pública e para bolsistas de escolas particulares (veja abaixo como participar). As aulas começam no dia 29 de agosto.

Pré-requisitos

Para participar da seleção, os candidatos devem pagar a quantia de R$ 15 para cobrir os custos operacionais. Depois disso, o aluno não precisará pagar mais nenhuma taxa.

Para concorrer a uma vaga no cursinho é preciso atender aos seguintes critérios:

  • Ter concluído ou estar matriculado no último ano do ensino médio em escola pública ou em escola particular na condição de bolsista integral, e ter cursado os dois primeiros anos em escola pública ou em escola particular na condição de bolsista integral.
  • Ter finalizado ou estar matriculado no último ano do ensino médio, tendo estudado em escola particular sem bolsa integral durante o ensino médio, desde que esteja inscrito no Cadastro Único.
  • Possuir celular, tablet ou computador com acesso à internet para acompanhar as aulas na modalidade a distância, realizar simulados e outras atividades.

Processo seletivo

O processo seletivo para escolha dos novos alunos será composto por duas etapas: avaliação e entrevista – ambos acontecerão pela internet. Os candidatos classificados na avaliação, ou seja, que estiverem entre os 360 primeiros classificados, passarão por uma entrevista social.

As entrevistas ocorrem no dia 23 de agosto, e os horários de cada candidato serão disponibilizados no site e nas redes sociais, bem como enviados por e-mail.

Após a seleção, os estudantes aprovados terão acesso, de graça, às aulas de todas as disciplinas, atendimento com psicólogos, simulados, monitorias e acesso a plataformas de ensino de instituições parcerias do cursinho.

Vagas para todo país

Segundo um dos fundadores do Galt, Rubenilson Cerqueira, a ideia de expandir o processo seletivo para todo país surgiu depois que a pandemia do coronavírus exigiu que o cursinho adotasse o ensino à distância.

“Acreditamos que podemos ajudar outros brasileiros que não têm condições de preparo. Além do fato de estarmos na modalidade EAD desde o início da pandemia”, explica.

Serviço:

Curso preparatório para o Enem

  • Inscrições: até 12 de agosto pelo site do Galt Vestibulares
  • Taxa: R$15
  • Entrevista para seleção: 23 de agosto
  • Total de vagas: 180
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Síndrome rara que acomete crianças com covid-19 é registrada no Brasil

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Pelo menos dois hospitais do Rio de Janeiro trataram crianças com a recém-descrita Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica causada pelo coronavírus

Síndrome rara: a medicina vem registrando uma reação inflamatória grave que só acomete crianças e está associada a uma resposta tardia ao Sars-CoV-2 (Andre Coelho / Correspondente/Getty Images)

No último 2 de julho, uma quinta-feira, Alice, de 3 anos, acordou cheia de manchas pelo corpo e com febre. Os pais, preocupados, ligaram imediatamente para a pediatra que, pelos sintomas descritos, excluiu a possibilidade de ser covid-19.

“Nem me passou pela cabeça que pudesse ser o novo coronavírus por conta de todos os cuidados que estávamos tomando”, diz a mãe da menina, que preferiu não se identificar. “E a própria médica também não achou que fosse. Mesmo assim, resolveu pedir um exame PCR, que deu negativo.”

Pelas particularidades de sua profissão, a mãe da Alice continuava indo ao trabalho diariamente. Seguia, porém, todas as medidas de segurança preconizadas, como uso de máscara e de álcool gel. “Eu só entrava em casa depois de tirar o sapato, não tocava em nada”, conta. “Minha roupa ia para a máquina de lavar e eu, para o banho.”

O pai da Alice ficou em home office, isolado com a filha. E até para pedir comida em casa a família foi parcimoniosa. Eles receberam poucas refeições por delivery. Mesmo assim, seguindo todos os cuidados recomendados. “Realmente, seguimos a quarentena.”

De fato, nenhum dos dois apresentou sintoma da doença. Por isso mesmo, eles não se surpreenderam quando o PCR da filha deu negativo. Mas o estado de saúde da menina começou a se agravar, sem que ninguém conseguisse chegar a um diagnóstico.

Também surgiram outros sintomas incomuns, como olhos vermelhos, barriga inchada, pés e mãos descamando e febre intermitente.

No sétimo dia consecutivo de febre, um exame de sangue revelou uma inflamação generalizada e Alice foi internada na UTI pediátrica de um hospital particular da zona oeste do Rio. Ela tinha uma síndrome inflamatória rara ligada à infecção pelo novo coronavírus.

Gravidade

Os casos confirmados de covid-19 em crianças e adolescentes chegam, no máximo, a 3,5% do total de registros. Essa faixa etária é a menos afetada e a grande maioria das ocorrências é muito branda.

Ainda assim, um pequeno número tem problemas sérios relacionados à infecção. Esses casos muito graves que, invariavelmente, acabam nas UTIs são provocados pela recém-descrita Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SMIP).

Trata-se de uma reação inflamatória grave que só acomete crianças e está associada a uma resposta tardia ao Sars-CoV-2. Até agora, foram descritos pouco mais de 200 casos no mundo. A OMS e o CDC já emitiram alertas sobre esses episódios.

“A síndrome não ocorre na fase aguda da covid-19. Em geral, aparece depois e pode ocorrer mesmo em crianças que apresentaram um quadro brando da doença”, explicou a pediatra Tania Petraglia presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj).

Primeiros relatos

As manifestações raras da doença em crianças não foram observadas na China, onde a epidemia surgiu, no fim do no passado. Foi só em abril que médicos do Reino Unido relataram os primeiros casos. Em maio, a Sociedade Brasileira de Pediatria emitiu nota de alerta sobre a síndrome e seus riscos.

No Brasil, ainda não há números oficiais sobre a doença, mas os pediatras confirmam a ocorrência de casos como o de Alice. Somente na UTI Pediátrica do Hospital Pedro Ernesto, no Rio, referência para o tratamento da covid-19, já foram atendidas oito crianças. O hospital onde Alice ficou internada registrou outros dois casos.

Os relatos indicam a apresentação de um quadro muito parecido com o da raríssima Síndrome de Kawasaki, uma inflamação sistêmica de causa desconhecida, mais comum na Ásia.

Entre os sintomas mais frequentes, febre, conjuntivite, manchas no corpo, vermelhidão na sola dos pés e na palma das mãos. A principal complicação é a ocorrência de aneurismas na artéria coronária. Se não for tratada adequadamente, a doença pode levar à morte.

Dúvidas

Os especialistas não sabem por que a síndrome só ocorre em crianças, nem por que acomete algumas e poupa outras. Um grande estudo do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA está no início e vai acompanhar 6 mil crianças para tentar chegar a algumas respostas.

“Ela costuma aparecer de três a quatro semanas após o pico do coronavírus”, disse a chefe da UTI Pediátrica do Hospital Pedro Ernesto, Raquel Zeitel, presidente do Departamento de Emergências da Soperj.

“Trata-se de uma resposta imunológica exacerbada, com febre persistente, sintomas abdominais, diarreia vômito, lesões cutâneas, conjuntivite. E pode evoluir para quadro semelhante a um choque, com aumento dos marcadores inflamatórios, anomalias coronarianas e disfunções cardíacas.”

Alice ficou quatro dias internada. “Como não sabíamos o estágio da evolução da doença e havia preocupação com a parte cardíaca, achamos melhor interná-la”, contou a mãe da menina.

“Por 24 horas ininterruptas, ela recebeu infusão de imunoglobulina (anticorpos que agem neutralizando o patógeno). E teve os sinais vitais monitorados a cada 15 minutos.”

A infusão, que previne aneurismas coronarianos, é o tratamento padrão para a síndrome de Kawasaki. Ele vem sendo usado também nessas complicações em crianças pós-covid, juntamente com corticoides (anti-inflamatórios).

“Como se trata de uma doença que resulta em manifestações inflamatórias intensas, o tratamento inclui medicamentos para controlar esse processo e evitar comprometimento do coração”, explicou o médico Leonardo Campos, integrante do Comitê de Reumatologia da Soperj e do Hospital Antonio Pedro, em Niterói, na região metropolitana do Rio.

Alice chegou a ter febre de 40 graus, mas, depois, a inflamação cedeu, sem comprometer o coração. “Mesmo assim, nos próximos dois meses, ela vai fazer exames frequentes e, depois, uma vez por ano”, disse a mãe da menina. “Foi um susto, mas acho importante falar para que as pessoas fiquem atentas.

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

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