A experiência do Distrito Federal em aproximar a população das instituições públicas ganhou destaque em um evento internacional ocorrido em Maceió. A Ouvidoria Externa da Defensoria Pública do DF (DPDF) participou, entre quarta-feira (26) e sexta-feira (28), do 8º Seminário Internacional Ouvidores, Defensorías del Pueblo & Ombudsman, que reuniu especialistas e representantes de várias instituições para discutir transparência, participação popular e defesa de direitos. O evento aconteceu simultaneamente ao 18º Seminário Nacional Ouvidores & Ouvidorias, organizado pelo Instituto Brasileiro Pró-Cidadania.
Representando a DPDF, a ouvidora externa Patrícia Almeida participou nesta sexta-feira de um debate focado na gestão e governança. Sua apresentação teve como tema central “Ouvir para Transformar” e destacou como as demandas recebidas diretamente da população podem ajudar a identificar problemas e orientar melhorias nos serviços oferecidos pela instituição.
Um dos exemplos apresentados foi o projeto Conversa no Território, que promove a escuta presencial da Defensoria em comunidades periféricas e áreas rurais. A iniciativa visa especialmente alcançar grupos vulneráveis, criando um canal de comunicação mais próximo para que as dificuldades enfrentadas pela população cheguem à instituição. Para Patrícia, as Ouvidorias Externas são ferramentas importantes de diálogo que aproximam o poder público da realidade vivida pelos cidadãos.
Neste seminário, as discussões foram além dos métodos tradicionais de atendimento e englobaram temas como inteligência artificial, combate à desinformação, integridade, transparência, participação social, governança, além da atuação de defensorias e ouvidorias em vários países. Os debates também abordaram o desafio de integrar novas tecnologias sem perder o aspecto humano na escuta e acolhimento.
Ao final do evento, os participantes lançaram a Carta de Maceió, um documento resultado das discussões realizadas durante os três dias. O texto reúne propostas e compromissos para fortalecer as ouvidorias, a democracia e a garantia dos direitos.
“A Carta de Maceió representa a construção coletiva de compromissos e propostas feitas ao longo do seminário”, comentou Patrícia Almeida. Para a ouvidora, participar desses encontros é importante não só para mostrar as experiências do DF, mas também para estabelecer diálogos com outras instituições e buscar novas maneiras de ampliar a participação social.
