A Doutrina Monroe representa uma política dos Estados Unidos que remonta ao século XIX, quando o país buscava limitar a intervenção europeia nos assuntos do continente americano. Embora essa doutrina tenha sido formulada como uma medida preventiva contra o expansionismo europeu, ela voltou a ganhar destaque nos últimos anos, causando tensões entre os EUA e diversas nações da América Latina.
Originalmente, a Doutrina Monroe declarava que qualquer tentativa de colonização ou interferência por potências europeias nas Américas seria vista como um ato de hostilidade contra a nação norte-americana. Apesar de ter sido estabelecida sob o pretexto de proteger os países latino-americanos, esta política também serviu para justificar a influência e a intervenção dos Estados Unidos na região.
Na atualidade, o ressurgimento dessa doutrina como um símbolo ou ferramenta política levanta preocupações entre os países da América Latina, que veem nisso um fantasma do passado, remetendo a períodos marcados por imperialismo e falta de soberania nacional. O diálogo entre os EUA e suas vizinhas sul-americanas continua sendo complexo, marcado por desafios relacionados à autonomia, ao respeito mútuo e à cooperação regional.
