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sábado, 21/03/2026




Dólar sobe para R$ 5,30 e Ibovespa cai com tensão internacional

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Em Brasília

O dólar comercial fechou a última sexta-feira (20) valorizado em 1,79%, negociado a R$ 5,309, atingindo seu maior valor desde 13 de maio. Em março, a moeda norte-americana teve alta acumulada de 3,41%, apesar de recuar 3,28% no ano. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira B3, encerrou em 176.219 pontos, com uma queda de 2,25%, chegando ao nível mais baixo desde 22 de janeiro. No mês, o índice acumula perda de 6,66%, porém mantém alta de 9,37% em 2024, registrando a quarta semana seguida de queda.

Essa instabilidade é resultado do aumento da cautela dos investidores, devido à piora das tensões no Oriente Médio, principalmente envolvendo o Irã. Notícias sobre o possível envio de tropas dos Estados Unidos e ameaças de interrupção no fornecimento de petróleo elevaram o alerta. Há preocupações sobre um bloqueio no Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo mundial, o que poderia causar preços elevados por um período prolongado.

O preço do petróleo Brent, que serve de referência global, subiu mais de 3%, chegando a superar US$ 115 por barril e fechando acima de US$ 112. Instituições financeiras indicam que a continuação da interrupção no fluxo de petróleo pode manter os preços elevados por meses, aumentando a pressão inflacionária em todo o mundo.

Nos mercados internacionais, a valorização do dólar e a alta dos juros nos Estados Unidos influenciaram esse cenário. Os investidores estão revisando as expectativas para a política monetária do Federal Reserve, que pode adotar uma postura mais rígida para conter a inflação causada pelo aumento dos preços da energia. As taxas dos títulos do Tesouro americano subiram, afetando negativamente ativos de risco em mercados emergentes.

No Brasil, o real foi uma das moedas emergentes mais desvalorizadas, refletindo a saída de investimentos e a redução de posições em ativos locais. A bolsa brasileira registrou quedas generalizadas, especialmente em ações de setores que dependem do ciclo econômico e do crédito, como construção civil e varejo, acompanhando o aumento dos juros no mercado futuro.




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