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Economia

Dólar sobe para R$ 5,12 com nervosismo por novas acusações contra Flávio no caso Master

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Em São Paulo, no dia 11, o dólar fechou a sexta-feira cotado a R$ 5,12, após oscilar durante o dia e ganhar força no final do pregão. Essa alta ocorreu em meio a preocupações dos investidores devido à liberação das investigações sigilosas relacionadas ao financiamento pelo Banco Master, que estava sob controle de Daniel Vorcaro, ao filme Dark Horse, uma cinebiografia Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil atualmente em prisão domiciliar.

O pedido para tornar essas investigações públicas foi feito pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Isso gerou receio de que novas denúncias possam surgir contra o senador Flávio Bolsonaro durante o fim de semana, levando investidores a adotarem uma postura mais cautelosa. Além disso, esperava-se a divulgação de uma pesquisa eleitoral que poderia indicar o crescimento do candidato do PL.

Fernando César, operador sênior da AGK Corretora, afirmou que, devido aos atritos no STF, especialmente entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, muitos preferem proteger seus investimentos aumentando a exposição ao dólar para se resguardar de possíveis novidades nos próximos dias.

Após atingir uma máxima de R$ 5,1330, o dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,44%, reduzindo as perdas semanais a 0,11%. O real teve um dos piores desempenhos entre as moedas mais negociadas.

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No mês de setembro, a moeda americana caiu 1,06%, após uma valorização de 2,16% em agosto. No acumulado do ano, o real tem perda de 6,62% frente ao dólar.

Segundo o estrategista-chefe Gustavo Cruz, da Sincra, os indicadores de inflação tanto no Brasil quanto nos EUA indicam que o real poderia sofrer desvalorização devido à expectativa de redução do diferencial entre as taxas de juros internas e externas.

O índice ao consumidor nos EUA mostrou alta maior que o esperado no núcleo, indicando possível alta dos juros pelo Federal Reserve, enquanto no Brasil, o IPCA registrou deflação em agosto, o que poderia levar a cortes na taxa Selic.

O movimento do Ibovespa refletiu cautela por parte dos investidores, com receios do impacto do caso Master e das denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro. O índice fechou em baixa de 0,56%, mas acumulou alta de 1,11% na semana.

Especialistas destacam o medo sobre a extensão do caso Master e suas possíveis consequências políticas, bem como a importância da agenda econômica para o próximo ano.

Nos juros futuros, houve alta moderada após um período de queda influenciada pela deflação do IPCA. A ordem do STF para divulgação das investigações provocou aumento do risco, revertendo o cenário de baixa nas taxas.

Economistas indicam que o mercado está cauteloso antes do fim de semana e que a eleição presidencial segue indefinida, com a sessão extraordinária do STF marcada para tratar de procedimentos relacionados ao mesmo caso.

Os dados recentes mostram moderação na inflação, o que pode levar o Banco Central a reduzir a taxa Selic em breve, embora o cenário continue de atenção às ocorrências políticas e econômicas.

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