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sexta-feira, 13/02/2026

Dólar sobe nesta sexta acompanhando o mercado internacional

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FOLHAPRESS

O dólar começou o dia com alta nesta sexta-feira (13), seguindo o comportamento que se observa em outros países, com valorização frente a moedas estrangeiras.

Os investidores esperam os números da inflação dos EUA, que podem influenciar a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, sobre a taxa de juros na próxima reunião marcada para março.

Às 9h05, o dólar subia 0,43%, cotado a R$ 5,2218. Na quinta-feira, a moeda já havia terminado em alta de 0,24%, a R$ 5,199, impulsionada pela demanda por ativos seguros.

Pela manhã, o real teve um leve fortalecimento por causa da fraqueza recente do dólar, do ingresso de recursos estrangeiros no país e da atratividade dos juros locais. No ponto mais baixo do dia, o dólar chegou a R$ 5,154, valor mais baixo desde 28 de maio de 2024.

O índice Ibovespa caiu 1,01%, aos 187.766 pontos, devolvendo parte dos ganhos da véspera, que tinha sido um recorde, puxado pela divulgação de balanços.

Entre as ações em destaque, as do Banco do Brasil subiram até 7,9% e fecharam com alta de 4,49%. Já as ações da Braskem caíram 11,26%, liderando as perdas do pregão.

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o dólar renovou mínimas intradiárias devido à rotação global para mercados emergentes, suportada pelo fluxo estrangeiro. Contudo, o cenário externo ficou mais cauteloso, com bolsas americanas sem sustentar os ganhos iniciais e uma clara aversão ao risco.

Nos últimos pregões, o mercado nacional se beneficia da entrada de recursos estrangeiros, impulsionada pelos dados do emprego nos EUA e suas possíveis consequências sobre a política de juros do Fed.

O relatório de emprego divulgado na quarta-feira mostrou aceleração na criação de vagas para 130 mil em janeiro, após 48 mil em dezembro. Economistas esperavam uma criação menor, entre perda de 10 mil e ganho de 135 mil, enquanto a taxa de desemprego diminuiu.

Na quinta-feira, o Departamento do Trabalho dos EUA relatou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 5 mil na última semana, totalizando 227 mil, acima da previsão de 222 mil.

Esses dados indicam que o mercado de trabalho americano continua forte, dando ao Fed espaço para manter os juros sem mudanças por mais tempo, enquanto monitora a inflação.

Marcio Riauba, responsável pela Mesa de Operações da StoneX, comenta que o payroll robusto levou investidores a adiar expectativa de cortes nas taxas de juros dos EUA para depois de julho.

Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, aponta que o mercado assimila o forte payroll e isso reforça a decisão do Fed de manter juros e reduz apostas em cortes no curto prazo.

Taxas de juros elevadas nos EUA atraem investimentos para renda fixa, considerada de baixo risco pela força da economia americana.

Por outro lado, a política do governo de Donald Trump estimula a diversificação dos investimentos para além dos EUA, levando uma grande entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira em janeiro, tendência que continua em fevereiro.

Riauba destaca que o real segue forte devido ao diferencial de juros, com Selic fixada em 15% ao ano, mantendo atratividade para operações de carry trade e entrada de capital externo na renda fixa e bolsa brasileira.

Parte dos investidores estrangeiros que entram na bolsa esperam ainda o início do ciclo de cortes na Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Galípolo defendeu uma postura cautelosa e paciente para a definição dos juros em março, ressaltando a importância de movimentos suaves do Banco Central, comparando-o a um transatlântico que não pode fazer mudanças bruscas.

Na bolsa brasileira, as opções do Copom indicavam 66% de chance de corte de 0,5 ponto percentual na Selic em março, 24% de redução de 0,25 ponto e 4,25% de baixa de 0,75 ponto.

O diferencial de juros entre Brasil e EUA, cuja taxa está entre 3,50% e 3,75%, é apontado como fator que atrai investimentos ao país, ajudando a manter o dólar em níveis mais baixos nos últimos meses.

O pregão também reage a dados econômicos brasileiros e à divulgação de balanços. Em dezembro, segundo o IBGE, o setor de serviços recuou 0,4% em relação a novembro, mas fechou 2025 com crescimento de 0,8% no último trimestre e alta anual acumulada de 2,8%, quinto ano consecutivo de resultado positivo.

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, avalia que esses números aliviam, ainda que levemente, a curva de juros.

Na temporada de resultados, as ações do Banco do Brasil lideram as altas do Ibovespa, superando as expectativas do mercado com um lucro líquido 25% acima da estimativa da empresa e 40% acima do consenso, graças a benefícios tributários, conforme relatório do BTG Pactual.

Em contraste, as ações da Braskem tiveram quedas superiores a 11%, impactadas por notícias ligando a empresa a um calote de R$ 3,6 bilhões contra o Banco do Brasil no quarto trimestre do ano passado.

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