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sábado, 21/03/2026




dólar sobe forte e chega a r$ 5,24 por causa da guerra

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São Paulo, 12 – A preocupação com a guerra no Oriente Médio fez o dólar subir muito hoje, chegando a R$ 5,24. O real e outras moedas fracas perderam valor. O preço do petróleo também subiu muito, refletindo a tensão internacional.

Luciano Costa, economista da Monte Bravo, disse que o conflito pode durar e causar alta nos preços da energia. O presidente americano Trump e o líder do Irã fizeram declarações que aumentaram o medo nos mercados.

O petróleo Brent chegou a US$ 100,46 o barril, um aumento de mais de 9%. Isso impacta diretamente o câmbio, fazendo o dólar subir. Apesar disso, o real tem resistido um pouco por causa da taxa Selic alta e da exportação de petróleo do Brasil.

O governo anunciou que vai zerar impostos sobre o diesel para diminuir o preço do combustível, com queda de R$ 0,64 por litro na refinaria. Para compensar, haverá imposto nas exportações de petróleo. Analistas dizem que isso não deve afetar muito a inflação.

Mercado de ações

O índice Ibovespa caiu 2,55% hoje, sua maior queda desde a semana passada. Apenas ações da Petrobras subiram, acompanhando o preço do petróleo. Outras empresas tiveram perdas significativas.

Luise Coutinho, da HCI Advisors, explicou que o governo tentou evitar alta no preço do diesel com a isenção de impostos, mas o imposto sobre exportação prejudicou empresas menores do setor de petróleo.

Gustavo Trotta, da Valor Investimentos, afirmou que as medidas beneficiam Petrobras, mas não ajudam outras produtoras independentes de petróleo.

Inflação e juros

A inflação oficial (IPCA) acelerou para 0,70% em fevereiro, mais alta que o esperado. Isso junto com o aumento do petróleo eleva os juros no mercado, dificultando cortes na taxa básica (Selic) pelo Banco Central.

Felipe Cima, da Manchester Investimentos, comentou que o mercado agora espera um corte menor dos juros na próxima reunião do Copom.

O conflito internacional faz os juros futuros subirem. Gean Lima, da Connex Capital, disse que o mercado acredita mais em corte modesto dos juros.

Luciano Rostagno, da EPS Investimentos, afirmou que o dólar alto e o petróleo caro pressionam os preços dos combustíveis. O governo tentou conter essa pressão com a redução de impostos.

Marianna Costa, da Mirae Asset, destaca que a inflação mais alta e a crise no exterior podem fazer o Banco Central ser mais cauteloso ao reduzir juros.

O cenário mundial tenso e a inflação aumentada fazem o dólar continuar alto e os investidores evitarem riscos, vendendo ações e buscando moeda americana.




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