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Dólar recua de olho em avanço na agenda de reformas

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Às 12:22, o dólar recuava 0,65%, a 3,8701 reais na venda

Câmbio: dólar caía ante o real nesta quinta-feira (Ingram Publishing/Thinkstock)

São Paulo — O dólar caía ante o real nesta quinta-feira, monitorando avanços na agenda de reformas no cenário doméstico e de olho no desdobramento de questões comerciais no exterior, embora operasse descolado de outros pares.

Às 12:22, o dólar recuava 0,65%, a 3,8701 reais na venda.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 1% contra o real, a 3,8953 reais na venda, no maior ganho diário em duas semanas, em ajustes técnicos após três altas consecutivas.

O dólar futuro perdia cerca de 0,1% neste pregão.

Segundo Bernardo Zerbini, corresponsável pela área macro da AZ Quest, pela primeira vez em muito tempo uma série de fatores volta a ser favorável ao real.

“O diferencial de juros contra os Estados Unidos voltou a melhorar, o cenário político aqui desanuviou, e a posição técnica estava sugerindo uma recuperação para o câmbio”, afirmou o profissional da AZ Quest, gestora com cerca de 18 bilhões de reais sob seu guarda-chuva.

Zerbini evitou dizer para onde o dólar vai a partir de agora, mas considerou que, em termos relativos, a tendência é que o real supere seus pares.

“O que realmente devolveu o preço do dólar ao real foi a movimentação do governo, a aprovação das MPs que tinha que aprovar, não pelas MPs em si, mas mostrou que ao mercado que o governo aprendeu a fazer acordos, foi um recado”, disse Rodrigo Franchini, responsável pela área de produtos da assessoria de investimentos Monte Bravo.

Ele pontua que o acordo entre os três Poderes, que foi um gatilho para os recente avanços na pauta econômica, deu mais segurança inclusive ao investidor estrangeiro, que começa a retornar aos investimentos especulativos, mas aguardará avanços mais concretos para fazer investimentos reais.

Nesta quinta-feira, o mercado também estará atento a votações de matérias econômicas no Congresso, após a Câmara dos Deputados aprovar na véspera a PEC que amplia o Orçamento Impositivo e o Congresso iniciar limpeza da pauta para votar projeto da regra de ouro.

O real operava descolado de outros pares neste pregão, com moedas e ativos emergentes sendo pressionados pela aversão ao risco ligada a renovadas tensões comerciais.

A atenção está focada, mais especificamente, nas negociações entre Estados Unidos e México, que prosseguem nesta quinta-feira após autoridades norte-americanas dizerem que o governo mexicano não está fazendo o suficiente.

Contribui ao sentimento de cautela uma nova ameaça do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor tarifas sobre “ao menos” outros 300 bilhões de dólares em produtos chineses.

O Banco Central vendeu nesta quinta-feira todos os 5,05 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados em rolagem do vencimento julho.

Em 26 operações, o BC já rolou 6,565 bilhões de dólares, de um total de 10,089 bilhões de dólares a expirar em julho. O estoque de swaps do BC no mercado é de 68,863 bilhões de dólares.

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Economia

Secretário diz que Educação, Economia e Defesa são pastas prioritárias

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Nesta sexta-feira, o governo confirmou o desbloqueio de R$ 12 bilhões do Orçamento; desse total, R$ 8,3 bi vão para os ministérios considerados prioridade

Waldery Rodrigues: secretário do ministério da Economia comentou desbloqueio do orçamento (Pablo Valadares/Agência Câmara)

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, explicou que 65% dos R$ 8,3 bilhões distribuídos livremente na liberação desta sexta-feira, 20, no orçamento de 2019 vão para as pastas de Educação, Economia e Defesa porque esses são os maiores ministérios da esplanada. “Além disso, são áreas definidas como prioritárias pelo governo” acrescentou.

O Ministério da Economia confirmou a liberação de R$ 12,459 bilhões que estavam contingenciados no Orçamento de 2019, dos quais R$ 8,3 bilhões foram destinados a 17 pastas. O Ministério da Educação recebeu R$ 1,99 bilhão dos recursos ordinários do Orçamento (mais R$ 1 bilhão do fundo da Lava Jato, que será direcionado para a educação infantil). O Ministério da Economia, por sua vez, recebeu R$ 1,75 bilhão. Já a Defesa foi contemplada com R$ 1,65 bilhão.

“A verba da Educação vai para o funcionamento das universidades e institutos federais, compra de livros didáticos e para a Capes”, detalhou. “Já a verba da Economia vai para fundo garantidor de exportações, organismos internacionais, Serpro e Dataprev, tarifas bancárias, e parte do Censo de 2020”, completou.

No Ministério da Defesa, os recursos irão para a manutenção das forças e para projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Na Saúde, irão para o fortalecimento do SUS”, acrescentou.

Reserva

Waldery Rodrigues explicou nesta sexta-feira que o Orçamento de 2019 voltará a ter uma reserva orçamentária de R$ 613,868 milhões para contingências. Esses valores poderão ser liberados a qualquer momento pelo governo. “Faremos a alocação conforme haja necessidades individuais dos ministérios. O valor não é alto, mas é suficiente para dar respostas às pastas que necessitem”, acrescentou.

 

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Economia

Especialistas defendem reforma administrativa para equilíbrio das contas

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A estrutura atual é inchada e demasiadamente cara”, afirma o advogado Cristiano Vilela

Congresso (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Em fase de ajustes finais pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, a reforma administrativa vem sendo apontada por especialistas como essencial para o equilíbrio das contas públicas.

Embora o governo do presidente Jair Bolsonaro ainda não tenha apresentado a proposta que encaminhará ao Congresso Nacional, membros da equipe econômica têm afirmado que o objetivo é diminuir o inchaço da máquina pública com uma drástica redução do quadro de funcionários nos órgãos da União, além de mudanças controversas como o fim da estabilidade dos servidores.

Na avaliação do tributarista Luiz Rafael Meyr Mansur, do escritório Melcheds – Mello e Rached Advogados, essa reforma é fundamental e está no contexto das políticas de austeridade que visam a correção das contas públicas através da redução dos gastos com servidores.

“A reforma é imprescindível para o equilíbrio fiscal e deve, inclusive, se antecipar à tributária, pois hoje é nítida a ineficiência dos serviços públicos, somando-se a salários, em geral, acima do mercado. Serão analisados o fim da estabilidade para esses cargos, remuneração condizente com o setor privado, rigorosa avaliação de desempenho e para promoção de cargos”, destaca Mansur.

Para o advogado João Paulo Schwandner Ferreira, especialista em direito público do escritório Rubens Naves Santos Jr Advogados, o que mais se percebe no debate atual é a crítica à estabilidade e à remuneração de servidores públicos. No seu entender, a estabilidade tem a função específica de proteger o corpo burocrático permanente do Estado do humor dos agentes políticos, “caso contrário, perseguições seriam muito mais frequentes, sobretudo em cargos sensíveis como os de fiscalização ambiental”.

Já a remuneração, continua o especialista, “deve ser atrativa, sob pena de termos um apagão de bons profissionais, principalmente em cargos de elevada qualificação técnica e responsabilidade, questão diretamente associada à tão almejada eficiência”.

Ele defende que os servidores sejam submetidos a controle de suas atividades, inclusive com metas de eficiência, como já ocorre em muitas carreiras, com o pagamento de bônus de produtividade.

Schwandner Ferreira refuta a comparação com outros países, classificando-a de inapropriada. “Comparações com modelos de outros países podem ser tentadoras, mas muitas vezes é algo inapropriado. Em países como os EUA, por exemplo, o Estado possui uma atuação distinta, com grau de expectativa da população igualmente diverso.

O Estado brasileiro é grande e atuante, sendo cobrado por maior qualidade em áreas como saúde e educação. O desafio é como contemplar todos esses interesses com perspectivas cada vez piores de arrecadação”, ressalta.

Na mesma linha, o advogado Cristiano Vilela, sócio do escritório Vilela, Silva Gomes & Miranda Advogados, especializado em direito público e eleitoral, avalia que embora a reforma administrativa possa corrigir rumos, deverá enfrentar muitas dificuldades para ser aprovada, sobretudo em questões como a da estabilidade dos servidores.

“A estrutura atual é inchada e demasiadamente cara”, prevendo dificuldade de aprovação das medidas no Congresso Nacional, em função da pressão corporativa que esses servidores públicos exercem no Parlamento.

Cristiano Vilela avalia ainda que outros pontos podem ser mais facilmente aprovados, como a criação de mecanismos de avaliação de desempenho. “Esses mecanismos representam, em geral, um instrumento bastante interessante de aferição da dedicação e do trabalho que vem sendo desempenhado pelo servidor público, além de conter um elemento motivador em relação a sua maior dedicação às atividades.”

Segundo ele, a ferramenta, quando bem empregada e executada com rigor, apresenta excelentes resultados para a prestação do serviço público, notadamente quando se vê vinculada a um plano de carreira que efetivamente permita um avanço de posição na estrutura de cargos e, consequentemente, de remuneração.

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Economia

Economia argentina sai da recessão, mas tem caminho difícil à frente

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Crescimento da Argentina foi de 0,6% no segundo trimestre deste ano, com um forte desempenho do setor agrícola, mas perspectivas seguem preocupantes

Pesos argentinos: economia da Argentina segue com perspectivas preocupantes (Agustin Marcarian/Reuters)

Buenos Aires — A combalida economia da Argentina saiu da recessão no segundo trimestre deste ano, expandindo-se 0,6% na esteira de um forte desempenho do setor agrícola, mas as perspectivas econômicas seguem preocupantes.

A expansão, revelada pela agência oficial de estatísticas da Argentina nesta quinta-feira, marcou o primeiro crescimento trimestral do Produto Interno Bruto (PIB) desde o início de 2018, com o país abalado por crises cambiais e recessão.

O crescimento econômico modesto no período de abril a junho vem em um momento em que o país se prepara para as eleições de 27 de outubro, após uma derrota esmagadora do presidente Mauricio Macri na votação primária de agosto, que afetou negativamente os mercados locais.

O resultado primário levou a um ressurgimento da inflação e a um forte colapso do peso argentino e levantou preocupações de que o país poderia deixar de pagar suas dívidas, o que abalou as perspectiva para a terceira maior economia da América Latina.

A economia do país encolheu 2,5% no ano passado e 5,8% no primeiro trimestre de 2019. O governo espera uma contração de 2,6% neste ano.

A taxa de desemprego da Argentina também subiu para 10,6% no segundo trimestre, ante 9,6% no mesmo período do ano passado, informou a agências de estatísticas na quinta-feira.

 

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