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sexta-feira, 16/01/2026

Dólar e Bolsa sobem com pesquisa eleitoral e questões internacionais

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O dólar teve uma leve alta nesta quarta-feira (14), em resposta à nova pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial.

Os investidores também estão atentos aos dados de inflação dos Estados Unidos, às tensões geopolíticas e a uma nova operação envolvendo o Banco Master.

Às 14h24, o dólar aumentou 0,13%, cotado a R$ 5,382, enquanto a Bolsa apresentou um avanço de 1,15%, alcançando 163.849 pontos.

A pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje foi bem recebida pelo mercado. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continue liderando a corrida, a diferença dele para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, diminuiu em um possível segundo turno.

A vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também caiu, com Flávio Bolsonaro firmando-se na segunda posição.

A distância de Lula para Tarcísio caiu de 10 para 5 pontos, e para Flávio Bolsonaro, de 10 para 7 pontos.

O mercado está se tornando cada vez mais sensível ao cenário eleitoral. Operadores destacam que, mais importante que o nome eleito, é o controle fiscal do governo que começará em 2027.

Segundo o especialista em renda variável da Manchester Investimentos, Rubens Cittadin Neto, “o mercado é apolítico, o que importa é a taxa de juros e seu impacto nos ativos de risco. A atual taxa restritiva de 15% decorre do fiscal mais expansivo, e a expectativa é que a oposição adote um controle fiscal mais rigoroso.”

Tarcísio de Freitas é visto como favorito na Faria Lima por concentrar o eleitorado de direita sem o impacto negativo ligado ao sobrenome Bolsonaro.

Ele também tem uma agenda fiscal mais conservadora, dando maior previsibilidade à economia. Um aumento nos gastos públicos poderia manter a taxa Selic alta, pressionando a inflação.

As tensões geopolíticas entre os Estados Unidos, Groenlândia e Irã também preocupam os investidores, que temem um possível conflito militar.

O governo iraniano, sob ameaça de ataque dos EUA, aumentou a repressão aos protestos internos ao mesmo tempo que se prepara para a possibilidade de uma ação militar, prometendo retaliação.

A Dinamarca declarou que reforçará sua presença militar na Groenlândia e mantém diálogo com a Otan.

Marcio Riauba, chefe de inteligência de mercado da StoneX, afirma que as tensões geopolíticas e as incertezas eleitorais causam maior volatilidade nos ativos, estimulando a busca por investimentos seguros, como o ouro, que opera próximo a sua maior cotação histórica.

Nos Estados Unidos, dados recentes indicam que a inflação ao produtor acelerou em novembro, impulsionada pelo aumento no preço da gasolina. No entanto, as empresas estão absorvendo parte dos custos, reduzindo suas margens de lucro.

O avanço de 0,2% nos preços ao produtor condiz com expectativas e sinaliza que o Federal Reserve (Fed) deve manter intacta a taxa de juros em sua próxima reunião.

Na ferramenta CME FedWatch, 95% dos operadores esperam que a taxa se mantenha entre 3,5% e 3,75%, enquanto 5% apostam em um corte de 0,25 ponto percentual.

Além disso, o Fed está sob investigação pela Procuradoria dos EUA em Washington, que apura se Jerome Powell mentiu ao Congresso sobre reformas no prédio do banco central.

Essa investigação gerou preocupações sobre a independência do Fed e provocou vendas do dólar e aumentos em ativos como ouro e prata.

No Brasil, a Polícia Federal realiza uma nova operação contra Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, por suspeitas de fraude financeira.

Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, além de ordens de bloqueio de bens no valor de R$ 5,7 bilhões.

Também estão sob investigação parentes de Vorcaro e empresários ligados ao caso, como João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, e Nelson Tanure.

O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, foi preso ao tentar deixar o país, mas foi liberado horas depois.

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