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sábado, 21/03/2026




dólar cai mais de 1% e bolsa sobe com atenção à guerra e à selic

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Em Brasília

FOLHAPRESS

O dólar apresenta uma queda significativa hoje, caindo mais de 1% pela manhã, influenciado pela situação no Irã e pelas perspectivas sobre os juros no Brasil.

Por volta das 13h05, o dólar estava cotado a R$ 5,263, representando uma baixa de 1,01%, acompanhando o recuo externo, pois chegou a atingir 5,2515 na mínima do dia, com queda de 1,22%. O índice DXY, que avalia o desempenho do dólar frente a outras seis moedas, também recuava 0,48%.

No mesmo momento, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 1,34%, chegando a 180.039 pontos, com a maioria das ações em alta.

Esse movimento reflete uma correção dos movimentos recentes de alta do dólar e baixa da bolsa, que na última sexta-feira (13) tiveram oscilações inversas: dólar subiu 1,35% e a bolsa caiu 0,9%.

Segundo Lucca Bezzon, analista de mercado da StoneX, o dólar recua pois houve uma recuperação do apetite por risco no mercado, beneficiando moedas emergentes como o real brasileiro.

Na sexta-feira, o mercado ficou preocupado após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que atacaria o Irã com força nesta semana. Hoje, apesar da tensão diplomática manter-se, o mercado revisa essa percepção.

O conflito no Oriente Médio tem se tornado uma guerra regional, com Israel atacando o sul do Líbano contra o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã. Essa situação eleva o risco de interrupção no fornecimento mundial de energia, pois o estreito de Hormuz, crucial para o transporte de petróleo e gás, está na região.

O preço do petróleo tem ficado volátil, em torno de US$ 100 por barril, alimentando receios de inflação global, que impulsionam a busca por investimentos seguros, como o dólar, conforme explica Bruno Shahini, especialista da Nomad.

Donald Trump pediu que outros países enviem navios para garantir a navegação pelo estreito de Hormuz, mas o pedido ainda não teve resposta efetiva.

O Irã declarou que o estreito permanece aberto para a maioria das embarcações, exceto para navios de inimigos e aliados dos EUA, e alertou que a guerra vai se expandir caso haja interferência externa.

As tensões impactam as expectativas para as políticas monetárias, com o mercado acreditando agora que o Federal Reserve (Fed) manterá os juros estáveis até julho.

De acordo com a ferramenta FedWatch, há 99,2% de chance de manutenção dos juros entre 3,5% e 3,75% na reunião prevista para o dia 18. As chances de corte aumentam levemente nas reuniões seguintes, especialmente a partir de julho.

Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, destaca que o aumento do preço do petróleo pressiona a inflação global, limitando a possibilidade de redução rápida dos juros pelos Estados Unidos.

No Brasil, a expectativa é que o Banco Central reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (18), para cerca de 14,75%, segundo a mediana das previsões da Bloomberg.

O boletim Focus indicou aumento da previsão de inflação para 4,10% e mantém a expectativa de redução menor nos juros, refletindo a volatilidade do dólar e o impacto do petróleo, cujo preço está perto de US$ 100 o barril.

Bruno Shahini reforça que a alta do petróleo representa um choque inflacionário importante para o Brasil, aumentando a volatilidade do dólar, que recentemente voltou a superar R$ 5,25.

O preço do petróleo começou a semana em alta, chegando a bater US$ 106,50 por barril no domingo à noite, horário de Brasília.




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