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segunda-feira, 26/01/2026

Dólar cai levemente com expectativas para reunião de bancos centrais

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O dólar iniciou a segunda-feira com uma leve queda, enquanto investidores aguardam as decisões das reuniões dos bancos centrais no Brasil e nos Estados Unidos sobre as taxas de juros.

Especialistas acreditam que as taxas permanecerão estáveis. No Brasil, a Selic está em 15%, e nos EUA, entre 3,5% e 3,75%.

Na manhã desta segunda-feira, o dólar caiu 0,26%, cotado a R$ 5,2736. Na sexta-feira passada, o dólar subiu 0,08%, fechando a R$ 5,286, e a Bolsa de Valores teve alta de 1,86%, atingindo 178.858 pontos.

Esta semana foi marcada pela entrada considerável de capital estrangeiro no Brasil, motivada pela busca por diversificação nos investimentos globais.

Investidores internacionais estão transferindo recursos para mercados emergentes, que são menos afetados por tensões geopolíticas provocadas pelo governo de Donald Trump, e o chamado “pacote Brasil” tem sido uma escolha comum nas carteiras de investimento. Estima-se que mais de R$ 12 bilhões de capital estrangeiro tenham entrado no país em janeiro, quase metade do total do ano anterior.

Esse “pacote Brasil” inclui a compra de ações e a venda de contratos futuros de juros, que caíram nos prazos mais longos e permaneceram estáveis nos de curto prazo.

“A alta entrada de capital no índice beneficia setores importantes da Bolsa, como os financeiros e de metais. O destaque fica para os setores de óleo e gás, que representam cerca de 15% do índice. A alta de quase 3% no preço do barril do petróleo Brent impulsionou as ações desse segmento”, explica Guilherme Falcão, sócio da ONE Investimentos.

O aumento no preço do petróleo foi motivado pela declaração do presidente Donald Trump, que informou estar mobilizando uma “grande força” contra o Irã.

“Temos uma grande armada indo para aquela região e vamos ver o que acontecerá. Estamos monitorando de perto,” disse Trump durante viagem de volta a Washington após o Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. Ele acrescentou que prefere não precisar agir, mas que está atento à situação.

Esse posicionamento gerou preocupação nos mercados sobre o fornecimento de petróleo a curto prazo, elevando o preço do barril e valorizando as ações do setor petrolífero na Bolsa.

Além disso, a discussão sobre a posse da Groenlândia também chamou a atenção. Trump mencionou que Estados Unidos e OTAN chegaram a um acordo referente à ilha, embora os detalhes sejam poucos.

Ele falou em “acesso total e ilimitado” e a imprensa americana informou que está em discussão a possibilidade de ceder partes do território para instalação de bases militares americanas.

Essa notícia tranquilizou os mercados, que estavam inseguros desde o final de semana, quando Trump ameaçou impor tarifas a oito países europeus caso não tivesse controle sobre a Groenlândia, o que muitos interpretaram como uma mudança de postura.

O comportamento volátil de Trump, conhecido pelos investidores desde o ano passado, tem incentivado a diversificação dos investimentos para fora dos Estados Unidos, beneficiando os mercados emergentes.

O Brasil se destaca por sua alta taxa de juros e a forte presença de commodities na Bolsa, como petróleo e minério de ferro.

Também chamou atenção a decisão do Banco Central do Japão de manter a taxa de juros em 0,75%, conforme o relatório econômico divulgado.

Marcio Riauba, chefe da mesa de operações da StoneX Banco de Câmbio, observa que qualquer mudança significativa na inflação ou na valorização do iene pode impactar os mercados globais e os ativos dos mercados emergentes.

Nos EUA, dados recentes indicam estabilidade na atividade empresarial em janeiro, apesar de um mercado de trabalho fraco e preocupações com custos elevados devido às tarifas de importação.

A confiança do consumidor norte-americano melhorou em geral, mas as preocupações com preços altos e emprego persistem.

Esses indicadores ajudam a ajustar as expectativas quanto ao crescimento econômico e às taxas de juros, com impacto direto no dólar e nos investimentos em mercados emergentes, complementa Riauba.

No Brasil, a Polícia Federal realizou buscas em três autoridades do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro, em investigações relacionadas ao banco Master.

Foram alvo da operação a sede do Rioprevidência e residências de pessoas ligadas ao órgão, incluindo o presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, além de Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-gerente de investimentos.

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