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quarta-feira, 25/02/2026

Dólar cai e atinge menor valor em dois anos; bolsa em alta recorde

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FOLHAPRESS

O dólar começou o dia em alta, mas fechou em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,154, seu menor valor em quase dois anos.

O mercado ficou cauteloso devido à nova política de tarifas anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A taxa aplicada foi de 10%, conforme informado pela CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA), diferente dos 15% inicialmente divulgados.

A mudança rápida e sem explicação oficial criou confusão entre investidores. Depois de alcançar um pico de R$ 5,184, o dólar recuou refletindo maior disposição dos investidores a correr riscos.

No menor valor do dia, a moeda chegou a R$ 5,142, algo que não acontecia desde 28 de maio de 2024.

Esse clima de maior apetite por risco também impulsionou a bolsa brasileira, que fechou em alta expressiva de 1,39%, atingindo 191.490 pontos, um recorde histórico para o Ibovespa.

Segundo Lucca Bezzon, analista de mercado da StoneX, o cenário favorece moedas e ações de países emergentes, como o Brasil, beneficiado por juros e retornos atrativos.

O Deutsche Bank destacou que o presidente Trump deve falar às 23h (horário de Brasília) para detalhar a política comercial dos EUA.

As novas tarifas foram criadas após decisão da Suprema Corte dos EUA que considerou ilegais as taxas anteriores baseadas na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional), por entender que não conferem ao presidente poder ilimitado.

A atual taxa é fundamentada em uma lei de 1974, permitindo tarifas temporárias de até 15% por até 150 dias em casos de desequilíbrio comercial, podendo ser estendida com aprovação do Congresso.

Essa situação gera dúvidas sobre os acordos comerciais recentes, já que as tarifas podem se sobrepor. Países como Japão, União Europeia e Reino Unido pedem garantias para manter os termos atuais.

Carsten Brzeski, economista do ING, ressalta que a incerteza comercial deve permanecer, já que Trump pode renovar a taxa a cada 150 dias indefinidamente.

A China solicitou que os EUA abandonem as tarifas unilaterais e indicou interesse em novas negociações.

Enquanto isso, o dólar valorizou-se frente ao iene, euro e libra, com o índice DXY subindo 0,13%, a 97,87 pontos.

No Brasil, a redução das tarifas é vista como positiva, aumentando a atratividade do mercado brasileiro, que já conta com investimento estrangeiro em alta.

Jaqueline Neo, especialista em câmbio da be.smart, afirmou que a queda do dólar abaixo de R$ 5,20 estimulou a valorização do real, com ajustes de portfólio contribuindo para isso.

Rodrigo Moliterno, chefe de renda variável da Veedha Investimentos, comentou que a alta do petróleo, provocada pelas negociações entre EUA e Irã, além do fluxo de investidores estrangeiros, ajudaram na queda do dólar e na recuperação do Ibovespa.

Na Europa, mercados como DAX e FTSE fecharam estáveis, enquanto Wall Street avançou impulsionada por ações de tecnologia. A empresa Anthropic lançou dez novas ferramentas de inteligência artificial, valorizando o setor.

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