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domingo, 08/03/2026




Dólar cai devido a conflito no Oriente Médio e dados dos EUA; Bolsa tem pior semana desde 2022

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O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (6), valendo R$ 5,239, recuando 0,9% mesmo com o conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no Oriente Médio ainda sendo uma preocupação para os investidores.

A perda do dólar também foi observada globalmente, com o índice DXY, que mede o dólar em comparação a uma cesta de seis moedas importantes, caindo 0,1%, para 98,94 pontos.

No mercado de ações, a situação foi de cautela. No Brasil, o Ibovespa caiu 0,6%, chegando a 179.364 pontos, apesar do forte aumento das ações da Petrobras.

O Ibovespa teve sua maior queda semanal desde junho de 2022, com uma perda acumulada de 5%. O dólar, por outro lado, teve alta de 2% na semana.

O relatório payroll dos EUA mostrou resultados piores que o esperado, com fechamento de 92 mil vagas em fevereiro, contra uma expectativa de 59 mil vagas. A taxa de desemprego subiu para 4,4% em fevereiro, ante 4,3% em janeiro, indicando uma desaceleração da economia americana.

Esses dados aumentam o temor de que o Fed possa cortar ainda mais os juros, o que enfraquece o dólar. Bruno Shahini, especialista da Nomad, comentou que o impacto dos dados foi ofuscado pelo aumento dos riscos geopolíticos.

Lucca Bezzon, analista da StoneX, destaca que esse cenário traz desafios para o Fed, com crescentes incertezas sobre a economia e a moeda americana.

O conflito no Oriente Médio continua intenso, elevando os temores sobre oferta de petróleo, o que fez o preço do barril ultrapassar US$ 90, a maior alta desde setembro de 2023.

O aumento do preço do petróleo pressiona a inflação global. No Brasil, os reajustes de custo já começam a ser repassados para os consumidores.

O Irã, que responde por 3% da produção mundial de petróleo, tem posição estratégica no estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás mundial.

As tensões aumentam com ataques e ameaças militares na região, afetando o mercado global de energia e acionando riscos para a estabilidade econômica.

Empresas do setor energético brasileiro, como Prio e Brava, tiveram alta no mercado, e a Petrobras teve valorização de 3% após divulgar um lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, 200,8% maior que no ano anterior, impulsionado pela produção e exportação de petróleo.




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