O dólar começou o dia desta quinta-feira (19) em baixa no Brasil, apesar de subir em relação a outras moedas no mercado internacional.
O foco do mercado está nos dados do IBC-Br, índice que mostra a atividade econômica do país, e nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
Às 9h55, o dólar estava sendo negociado a R$ 5,235, caindo 0,12%. No exterior, o índice que mede o desempenho do dólar contra outras moedas fortes registrava alta de 0,18%.
O Brasil encerrou 2025 com um crescimento econômico de 2,5%, impulsionado principalmente pela agropecuária e serviços, conforme dados divulgados pelo Banco Central.
O IBC-Br de dezembro apresentou uma queda de 0,2% em relação ao mês anterior, um resultado melhor que a expectativa de recuo de 0,5% apontada por pesquisa da Reuters.
Cristiane Quartaroli, economista chefe do Ouribank, explicou que o resultado indica que a economia brasileira continua crescendo, embora em um ritmo mais lento, tendência que já vinha sendo observada.
Ela também mencionou que esse desempenho reforça a ideia de que os cortes na taxa Selic ocorrerão de forma gradual durante o ano.
Em âmbito internacional, a maior preocupação é com as tensões entre os EUA e o Irã. Apesar de avanços nas negociações para evitar um conflito, os Estados Unidos intensificaram sua mobilização militar na região.
Nas últimas semanas, os Estados Unidos enviaram dois grupos de porta-aviões e aumentaram o número de aviões de caça e ataque na área, preparando-se para uma possível ação contra o Irã.
Na quarta-feira (18), o dólar fechou em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,242, refletindo as informações divulgadas na ata da última reunião do Federal Reserve, banco central americano.
O índice Ibovespa, principal indicador do mercado de ações brasileiro, terminou o dia em queda de 0,24%, com 186.015 pontos.
A queda foi influenciada principalmente pelas ações da mineradora Vale, que registraram perda de 3,71%. No ano de 2025, o lucro da empresa caiu 56%, totalizando R$ 13,8 bilhões, segundo comunicado divulgado na última quinta-feira (12). No último trimestre, a companhia registrou prejuízo de R$ 21 bilhões.
A ata do Fed revelou que o comitê responsável pela política monetária estava dividido, mas decidiu pausar os cortes na taxa de juros, que poderão ser retomados caso a inflação diminua conforme as expectativas.
“Ao analisar as perspectivas para a política monetária, muitos membros consideraram que novos ajustes para baixo na taxa seriam apropriados se a inflação caísse conforme o esperado”, afirmou o documento.

