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quarta-feira, 11/03/2026




Dois condenados a mais de 30 anos por morte de universitária em assalto na Zona Leste de SP

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Fernanda de Souza
Folhapress

A Justiça sentenciou dois dos quatro suspeitos envolvidos no assalto que resultou na morte da universitária Beatriz Munhos, de 20 anos. O crime aconteceu em 2025 na Zona Leste de São Paulo, durante uma negociação pela venda de um drone pelo site.

Isaías dos Santos Silva, acusado de ter efetuado o disparo fatal, foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão.

Lucas Kauan da Silva Pereira, acusado de ser o motorista da motocicleta usada no crime, recebeu pena de 30 anos e 4 meses.

Ambos foram condenados por latrocínio, que significa roubo seguido de morte, e irão cumprir suas penas em regime fechado. A decisão ainda pode ser contestada. Eles participaram diretamente da ação que levou à morte da jovem. Os outros dois suspeitos continuam presos e respondem por esse crime em um processo separado. A participação deles está sendo analisada.

Beatriz saiu de Sorocaba, cidade no interior de São Paulo, para vender um drone avaliado em R$ 35 mil. Ela foi até o bairro de Sapopemba, na Zona Leste da capital, para encontrar o comprador na Rua Pacoeira. Estavam também com ela o pai, Lucas Munhos, e o namorado, Leonardo Silva. Os três foram abordados pelos assaltantes por volta das 20h do dia 1º de novembro.

Durante o assalto, o pai teve o celular roubado. Beatriz tentou se defender usando spray de pimenta contra Isaías, que reagiu atirando nela. Os assaltantes fugiram levando o celular do pai, mas não conseguiram levar o drone.

A polícia analisou imagens de segurança e identificou quatro envolvidos no crime. Dois participaram diretamente do assalto e outros dois ajudaram a planejar a ação.

O grupo usava falsas negociações pela internet para atrair vítimas, configurando um esquema de roubos semelhantes.

O juiz Marcello Guimarães, da 18ª Vara Criminal de São Paulo, que proferiu a sentença, registrou que Isaías confessou ter disparado, mas disse que não tinha intenção de atirar e ficou assustado ao ser atacado com spray de pimenta. Ele estava na garupa da moto guiada por Lucas, que também admitiu participar do roubo no julgamento.

Em vídeo no Instagram, o pai da vítima declarou que a sentença era o mínimo esperado da Justiça no Brasil, e trouxe um pouco de alívio à família.

A advogada de Isaías, Ana Cleide Araújo Santos, afirmou que vai recorrer da decisão, considerando a condenação exagerada, pois o réu confessou o crime. A Defensoria Pública representa Lucas Kauan, mas não se manifestou.

Além dos dois condenados, Gabriel Ferreira da Silva e Matheus Andrade da Silva estão presos preventivamente. Segundo a polícia, Gabriel criava perfis falsos em redes sociais para enganar as vítimas e marcar os encontros. Ele é apontado como líder do grupo, fazendo o contato inicial se passando pelo comprador interessado no drone. A participação de Matheus também é investigada.

O processo envolvendo Gabriel e Matheus ainda está em andamento na Justiça. Tentativas de contato com seus defensores não obtiveram sucesso.




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