O total de dívidas restantes, chamadas de restos a pagar (RAP), previstas para 2026 é de R$ 391,5 bilhões. Esse valor aumentou R$ 79,1 bilhões, ou 25,3%, em comparação com 2025, quando era R$ 312,5 bilhões. Quando ajustado pela inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o crescimento é de 20,2%, o que equivale a R$ 65,7 bilhões.
Esse montante representa 9,4% das despesas previstas no orçamento para despesas fiscais e de seguridade social, um aumento de 1,3 ponto percentual em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados no Relatório de Avaliação de Restos a Pagar de 2026, publicado pelo Tesouro Nacional em 29 de janeiro.
Do total de R$ 391,5 bilhões, 83% vêm de dívidas contratadas em 2025, e 17% de anos anteriores. Além disso, 27,8% (R$ 109 bilhões) dessas dívidas já foram processadas e 72,2% (R$ 282,5 bilhões) ainda estão em aberto, não processadas.
O aumento de R$ 79,1 bilhões inclui R$ 13,7 bilhões em despesas primárias e R$ 65,4 bilhões em despesas financeiras. Nas despesas financeiras, destacam-se R$ 41,7 bilhões em dívidas para projetos de desenvolvimento tecnológico, financiamentos vinculados ao Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) e investimentos em infraestrutura social, além de R$ 11,8 bilhões para projetos que ajudam a combater as mudanças climáticas e para empresas aéreas de voos nacionais.
Nas despesas primárias, houve aumento de R$ 3,6 bilhões em gastos com pessoal e encargos sociais, R$ 3 bilhões em benefícios da previdência social e R$ 2,5 bilhões em despesas discricionárias do Poder Executivo que dependem de programação financeira.
Em 2025, do total de R$ 312,5 bilhões, foram cancelados R$ 14,9 bilhões, pagos R$ 231,2 bilhões e restaram R$ 66,4 bilhões para pagar. Seis áreas – Previdência Social, Encargos Especiais, Saúde, Educação, Defesa Nacional e Agricultura – concentraram 81,4% dos pagamentos realizados.
Os restos a pagar são despesas autorizadas em um ano, mas que não foram pagas até o final do ano. Eles se dividem em processados (quando a despesa foi reconhecida e liquidada) e não processados (quando apenas a despesa foi autorizada). Mais detalhes sobre os restos a pagar de 2026 estarão disponíveis em breve no Painel de Restos a Pagar do Tesouro Nacional, onde será possível consultar por várias categorias.
Com informações do Governo Federal
