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São Paulo, 25 – A Operação ‘Cliente Fantasma’ realizada pela Polícia Federal investiga o banco BMP por suspeita de facilitar lavagem de R$ 25 bilhões ligados a organizações criminosas. O juiz Paulo Cezar Duran, da 7.ª Vara Criminal Federal de São Paulo, destacou que as provas indicam a existência de crimes relacionados a essas atividades.

A investigação originou-se da Operação Alcaçaria, que apurou uma rede criminosa envolvida em lavagem de dinheiro bilionário, com ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), as principais facções criminosas do país.

O banco BMP informou que está colaborando com as autoridades e fornecendo informações necessárias, mantendo suas operações normais.

Durante as investigações, foram detectadas grandes transferências bancárias para contas do BMP ligadas a empresas investigadas, como Invertbusiness Holding Ltda, Revo Capital Investimentos Ltda, RPP Logística Com. e Distribuição Ltda e Master BZ Serviços de Tecnologia Ltda.

A investigação revelou que o banco não cumpriu totalmente as ordens judiciais, alegando não enviar os registros de seus clientes ao Banco Central conforme exigido pela Resolução BCB 179/2022.

O Banco Central confirmou que o BMP registrou com atraso os relacionamentos com as empresas investigadas, o que dificultou o cumprimento das ordens judiciais e a investigação policial.

O juiz Paulo Cezar Duran ressaltou que tais atrasos comprometem as investigações e indicam prática de gestão fraudulenta e sonegação de informações ao órgão regulador.

Além disso, o banco tem uma estrutura reduzida para auditar e reportar atividades suspeitas, equipe insuficiente para monitorar a grande movimentação financeira que ocorre mensalmente.

O Ministério Público Federal reforçou que há provas suficientes para acusar os administradores do BMP, Carlos Eduardo Benitez e Paulo Henrique Witter Soares, pelos crimes de lavagem de dinheiro e sonegação de informações.

O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontou que o BMP realizou um número muito baixo de comunicados de operações suspeitas, o que é inadequado para o volume financeiro movimentado pelo banco.

Segundo a decisão judicial, as empresas investigadas apresentam características de fachada e movimentaram bilhões de reais através do BMP.

O Banco Central identificou 25 falhas graves nas medidas de prevenção à lavagem de dinheiro no banco, demonstrando uma gestão temerária e falhas no sistema de compliance.

Esses fatos evidenciam negligência e conivência com atividades ilegais, prejudicando o combate à lavagem de dinheiro no país, conforme destacam as autoridades responsáveis pela investigação.

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