A Polícia Civil do Distrito Federal e a vigilância sanitária fecharam a distribuidora Amsterdan depois de descobrirem que o cantor Gustavo Hungria teria comprado bebidas no local antes de ser hospitalizado por intoxicação por metanol. O estabelecimento foi interditado em 2 de outubro.
A PCDF instaurou um inquérito para investigar as bebidas vendidas. Foram apreendidos todos os lotes suspeitos de uísque, vodka e gin, e amostras foram coletadas para análise no Instituto de Criminalística da PCDF, que pode identificar a presença de metanol.
O rapper foi internado às pressas no Hospital DF Star com sintomas como cefaleia, náuseas, vômitos, problemas de visão e acidose metabólica, indicativos de intoxicação por metanol. O pai do cantor, Manoel Neves, informou que o filho está fora de perigo.
Esses sintomas são semelhantes aos de outras vítimas fatais de intoxicação por metanol em São Paulo.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal ainda não confirmou oficialmente casos dessa intoxicação na capital. A polícia investiga a origem da possível contaminação, conversando com familiares e examinando os fatos.
Gustavo Hungria começou a se sentir mal na casa de amigos em Vicente Pires, e a bebida adquirida teria sido comprada em uma distribuidora da área.
O show do artista em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, foi cancelado por recomendação médica, e a assessoria reforçou que a condição ocorreu após ingestão de bebida adulterada, semelhante a casos recentes em São Paulo.
Segundo boletim do hospital, Gustavo da Hungria Neves está em tratamento especializado e sob investigação da causa dos sintomas apresentados.
