As eleições no Distrito Federal ainda estão em andamento, mas já começou uma forte disputa dentro da Câmara Legislativa para escolher quem vai presidir o Legislativo local e ocupar os cargos na Mesa Diretora. Quatro nomes surgem como principais candidatos para substituir Wellington Luiz (MDB), que, após quatro anos, não pode concorrer novamente.
Eduardo Pedrosa (União) é o que mais deseja liderar a Câmara. Desde o início da legislatura, o empresário tenta conquistar votos para presidência da CLDF, mas sem apoio suficiente, acabou sendo derrotado por Wellington antes da posse, principalmente por causa da articulação de políticos como Chico Vigilante (PT).
Ele conta a seu favor a votação forte que recebeu, ficando em segundo lugar nas últimas eleições, mas enfrenta resistência numa Câmara com presença significativa da direita, incluindo cinco integrantes do Partido Liberal (PL), além de outros membros de partidos de direita e centro.
Outro nome de destaque é Joaquim Roriz Neto (PL), que ficou em terceiro lugar e foi reeleito com grande apoio. Respeitado entre os colegas e pertencente ao partido com mais cadeiras, é um concorrente forte, mas dificilmente aceitará o cargo, já que seu interesse não é presidir a Casa.
No mesmo partido está Roosevelt Vilela (PL), bombeiro que conquistou novo mandato e chegou a se apresentar como pré-candidato. No entanto, frente à falta de apoio até mesmo para integrar a Mesa Diretora, desistiu de sua candidatura. Seu posicionamento mais alinhado à direita e por vezes rígido desagradou deputados mais moderados e da esquerda.
Outros nomes em análise
Fora dessas candidaturas, destaca-se Rôney Nemer (PP), que retorna à Câmara Legislativa após 12 anos e tem perfil conciliador. Ainda antes de assumir, seu nome circula como possível candidato à presidência, situação que pode ganhar força dependendo da eleição ou não de Celina Leão (PP) para o governo.
Força da esquerda
Com mais de 92 mil votos, o nome mais forte da esquerda é Max Maciel (PSOL). Embora ainda não tenha declarado interesse na presidência, ele, junto com o PT, PSB e a eleição de Keka Bagno (PSOL), reúne cerca de sete votos – quase um terço das cadeiras. O foco da esquerda será nomear representantes para cargos importantes na Mesa Diretora e comissões. Restará aguardar quais posições estarão disponíveis.


