A direita não aceitou trocar seu apoio ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por um plano de indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A maioria dos senadores alegam que não apoiarão a reeleição de Alcolumbre, pois têm outras prioridades, como a redução das penas dos condenados pelos protestos de 8 de Janeiro.
Dois candidatos da oposição ao Senado são Rogério Marinho e Tereza Cristina. A principal pauta da direita é o impeachment dos ministros do STF, com a esperança de que a presidência do Senado nas mãos da oposição permita abrir esses processos.
O deputado e senador eleito Carlos Jordy destacou que a questão é a defesa da democracia e a independência dos Poderes, e que Alcolumbre não tem credibilidade devido a promessas não cumpridas.
O senador Jorge Seif afirmou que a proposta não mudará os votos da oposição, que apoiou Alcolumbre em 2024 baseando-se em promessas que não foram cumpridas.
Aliados afirmam que, apesar das tentativas de Alcolumbre de conseguir votos à direita oferecendo benefícios a Bolsonaro, essa possibilidade é remota e a confiança no senador é baixa, pois ele foi eleito com o apoio do governo Lula e ignorou demandas da direita.
Alcolumbre tenta convencer o Congresso a aprovar um indulto humanitário a Bolsonaro, preso desde 2025 após tentativa de golpe, e busca aprovação para a redução das penas de condenados pela trama golpista, embora essa lei esteja suspensa pelo STF.
Apesar das negociações, o entendimento geral é que Alcolumbre busca pacificação política ao invés de troca direta de apoio por indulto, defendendo a redução da tensão entre os Poderes e menos pressão para o impeachment dos ministros do STF.
Para aprovar o afastamento de magistrados são necessários 54 votos. A bancada do PL, maior grupo da direita, ainda se mostra resistente e organiza candidatura própria para presidência do Senado com Rogério Marinho e Tereza Cristina, que querem derrotar Alcolumbre.

