O Distrito Federal agora conta com um equipamento moderno chamado neuronavegador no Hospital Regional Leste, localizado no Paranoá. Essa tecnologia ajuda a tornar as cirurgias de coluna e do cérebro mais seguras e precisas na rede pública de saúde.
O aparelho custou cerca de R$ 2,5 milhões e foi comprado com recursos indicados pelo senador Izalci Lucas. Ele possibilita que operações complexas sejam feitas com menos riscos e que os pacientes se recuperem mais rápido. Em uma cirurgia de teste realizada na última sexta-feira (16), a governadora em exercício Celina Leão ressaltou a importância de trazer avanços médicos para o Sistema Único de Saúde (SUS): “O que há de mais moderno hoje na medicina está chegando ao SUS. Isso quer dizer mais qualidade, segurança e respeito para quem depende da saúde pública.”
O neuronavegador funciona como um GPS para os médicos durante a cirurgia, usando imagens de tomografia e ressonância magnética para guiar os movimentos em tempo real, especialmente em áreas delicadas como a medula espinhal e o cérebro. O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, explicou que o aparelho aumenta a precisão das operações, evitando erros mínimos e diminuindo a exposição à radiação, diferente dos métodos antigos que usam muito raio-X.
Ele destacou ainda que poucos hospitais públicos no Brasil têm esse tipo de equipamento. Agora, o Distrito Federal tem acesso a essa tecnologia, que também ajuda na formação dos médicos residentes. O Hospital Regional Leste é o único hospital público no DF que já dispõe desse recurso, o que melhora a capacidade do SUS em atender mais pessoas com eficiência.
A médica Rosana Coccoli, especialista em neurocirurgia de coluna da Secretaria de Saúde do DF, falou sobre os benefícios do neuronavegador quando usado com outras tecnologias, como a monitorização dos nervos durante as cirurgias: “Isso evita problemas, reduz o tempo que o paciente fica internado e permite fazer mais cirurgias. Assim, mais pessoas são atendidas com segurança e têm melhor recuperação.”
Para usar bem o equipamento, a equipe médica passará por um treinamento com ajuda de profissionais vindos de São Paulo. A expectativa é que o uso do neuronavegador aumente o número de cirurgias feitas, oferecendo um atendimento mais rápido e qualificado na saúde pública do Distrito Federal.
Informações da Agência Brasília
