A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) passou a utilizar drones como ferramenta para combater doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika. O objetivo é identificar as áreas com maior perigo e agir diretamente nos pontos onde o mosquito se prolifera.
Os drones sobrevoam locais com histórico de muitas doenças e tiram várias fotos de alta qualidade. Essas imagens são usadas para criar mapas detalhados que ajudam a encontrar recipientes que podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito.
Além de mapear, os drones aplicam larvicida em locais com água parada de difícil acesso. Eles soltam o produto químico protetor na quantidade certa para acabar com os ovos e larvas do mosquito, protegendo assim a população.
O uso dos drones é feito de forma estratégica, com base nos registros de casos da doença, na quantidade de mosquitos encontrados pelo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e na captura de ovos em armadilhas especiais chamadas ovitrampas. O trabalho é coordenado por uma equipe de biólogos da Vigilância Ambiental, como parte do plano geral de combate ao mosquito.
Essa técnica se soma a outras ações da SES-DF, como a instalação de estações que espalham larvicidas dentro das casas, a liberação de mosquitos com a bactéria Wolbachia — que impede a transmissão das doenças — e o aumento do número de armadilhas para monitorar a situação.
