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Brasília

DF lidera reciclagem no Brasil com índice quase duas vezes maior que o Paraná

Divulgação/SLU

O Distrito Federal se destacou como líder nacional em reciclagem, ocupando o primeiro lugar no Ranking de Competitividade dos Estados 2026. Com um índice de 13,75% na recuperação de materiais recicláveis, o DF superou as outras 26 unidades da Federação, quase dobrou o percentual do Paraná, que ficou em segundo lugar com 7,59%. O Rio Grande do Sul ficou em terceiro, com 4,72%.

Essa conquista também contribuiu para o Distrito Federal alcançar a segunda colocação geral no pilar de Sustentabilidade Ambiental, com uma nota de 97,8. O ranking, criado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), avalia a qualidade da gestão pública e o desenvolvimento dos estados baseando-se em dez pilares, como infraestrutura, educação, segurança pública, inovação e sustentabilidade.

De acordo com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), esse avanço resulta da ampliação da coleta seletiva e do envolvimento de cooperativas de catadores. Atualmente, o serviço é realizado por três empresas contratadas, enquanto 35 cooperativas e associações participam da coleta e triagem dos recicláveis. Luiz Felipe Carvalho, diretor-presidente do SLU, afirmou: “Seguimos focados em melhorar e fortalecer ações que tornem o Distrito Federal cada vez mais sustentável.”

A nova metodologia usada na avaliação também contribuiu para a subida do DF no ranking. Segundo a diretora técnica do SLU, Andrea Almeida, a análise agora considera dados comprovados e submetidos a processos rigorosos de verificação, incluindo registros de pesagem em balanças. Com essa atualização, o Distrito Federal avançou do sétimo para o primeiro lugar. A Adasa participa da auditoria dos dados por meio do Projeto Acertar.

O SLU planeja expandir a coleta seletiva com a criação de duas novas regiões administrativas. A expectativa é recuperar mais materiais, diminuir o descarte no Aterro Sanitário de Brasília e fortalecer o trabalho das cooperativas. A presidente da Cooperlivre, Josimara Batista, ressaltou que, embora a qualidade do material coletado já tenha melhorado, é essencial que a população faça a separação correta dos resíduos para aumentar ainda mais os resultados.

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