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domingo, 12/04/2026

DF é líder nacional em leitos de UTI e médicos intensivistas

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O Distrito Federal é o estado com maior oferta de leitos de terapia intensiva (UTI) e com mais médicos intensivistas por habitante no Brasil, segundo pesquisa da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib). São 76,68 leitos de UTI para cada 100 mil habitantes, mais do que o dobro da média do país, além de 14,06 médicos intensivistas para a mesma população, o maior índice nacional.

Esse destaque se deve ao crescimento da rede pública e à inclusão de vagas na rede privada, fortalecendo o cuidado a pacientes graves. Nos últimos cinco anos, o DF aumentou em 83% os leitos de UTI para adultos e em 52% os leitos pediátricos, conforme a subsecretária de Atenção à Saúde, Raquel Mesquita. “Não são só os leitos: também lideramos em médicos intensivistas”, diz ela.

Na pediatria, o suporte é fundamental principalmente nos meses de maior circulação de vírus respiratórios, entre março e julho. A Secretaria de Saúde prepara com antecedência, monitora e amplia a capacidade para atender essa demanda. Raquel Mesquita destaca a ampliação da estrutura para lidar com a pressão sazonal e reforça a importância da vacina contra a gripe e da imunização materna para evitar casos graves em crianças.

Profissionais da área elogiam a organização da rede. O médico intensivista Diogo Tobias, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), compara com outros estados em que trabalhou, como Rio de Janeiro e Pará, e ressalta a eficiência na regulação do atendimento, que é feito de forma organizada e sem privilégios. Em dezembro de 2025, o HRSM ganhou um novo tomógrafo que pode fazer entre 180 e 200 exames por dia, diminuindo filas e acelerando os diagnósticos na UTI.

Pacientes e seus familiares também destacam a qualidade do serviço. Irineu José Dewes, aposentado que teve um infarto, recebeu atendimento rápido no Hospital de Base: foi submetido a cateterismo, recebeu um stent e ficou internado na UTI. Sua filha, Raquel Schmidt Dewes, elogia a equipe multidisciplinar, o acolhimento e a atenção, mesmo com alta demanda. Após oito dias, Irineu teve alta e resumiu: “Fui bem atendido. Ótimos profissionais”.

Outro exemplo é o de Jamile Eduarda de Sousa Rosa, cuja filho Miguel, nascido prematuro com 23 semanas, ficou quase quatro meses no HRSM, sendo três meses e 11 dias na UTI neonatal. “Se não fosse por eles, meu filho não estaria vivo”, afirma Jamile, que recebeu apoio como acompanhante, incluindo cama e alimentação. Ela destaca a estrutura, os equipamentos e a equipe qualificada.

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